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Transmitindo Anarquia

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Diálogo Protópico II

Onon e Cavran estão sentados em um quarto pouco iluminado. Na frente deles uma mesa com um notebook, uma mesa de som e algumas garrafas de cerveja. Eles têm um microfone que dividem, já passa das duas da manhã, estão desobedecendo leis que consideram injustas e rompendo o silêncio da noite fazendo rádio livre, dando forma a Rádio Cicuta. O diálogo protópico que se segue aconteceu lá por 2004, em uma capital do Brasil.

Onon - Então tá começou.

Cavran - Começou, estamos no ar. Eu sou Cavron...

Onon - E eu Onon... e você está ouvindo Rádio Cicuta 92.5 FM!

Cavran - Pra quem não sabe isso é uma rádio livre, que gente mal intencionada que só quer te explorar, chama de pirata. Mas é também um exercício de liberdade de expressão que a gente faz com gosto.

Onon - É isso aí, fazemos essa rádio acabar com a mesmice que são essas rádios comerciais! Por isso também vou começar perguntando pra vocês que estão nos ouvindo aí e pro meu amigo aqui, se vocês sabem o que as rádios comerciais vendem para os seus anunciantes, vocês sabem?

Cavran - ...o que as rádios comerciais vendem... deixa eu ver... horários de propagandas?

Onon - Errado! Elas vendem vocês ouvintes! Vendem a sua atenção! Vendem o direito desses anunciantes de explorar vocês como possíveis compradores do que quer que seja.

Cavran - Não tinha pensado nisso! Tu tem razão!

Onon - Mas cráro!

Cavran - É, mas faltou dizer qual é o conceito da rádio cicuta. Posso contar?

Onon - Pode contar!

Cavran - Mesmo?!

Onon - Conta aí!!

Cavran - Sem medo de ser feliz?!

Onon - Sem o mínimo medo!

Cavran - Então tá, somos uma rádio anarquista! Anarquista! Portanto, autogerida e digerida, que se organiza em rede com montes de programas tocados por coletivos diferentes! Cada um deles com seu próprio exercício de liberdade!

Onon - Um exercício de liberdade, que bonito isso.

Cavran - É sim, porque todo exercício de liberdade é um desafio a opressão. E estamos aqui para desafiar toda essa gente, esses burocratas da Anatel e essas rádios comerciais que te vendem ao mesmo tempo em que garantem que a programação nas rádios continue uma bosta...

Onon - Sem falar no jabá!

Cavran - Sem falar no jabá... Então é por isso que a gente transmite anarquia nas ondas do rádio para toda essa região! Todos nos ouvem, mas ninguém nos conhecem porque somos invisíveis aos olhos, mas constantes no coração!


Onon - Poxa, Cavran, tu é um poeta!

Cavran - Valeu, carinha, valeu. Poesia é vida!

Onon - Bom, já que tu falou conceitualmente da rádio, vou falar dos objetivos. Pode ser?

Cavran - Pode ser.

Onon - Transmitimos essa idéia de anarquia e esse sonho antigo de liberdade e esperamos desesperadamente que algum ouvinte, ou grupo de ouvintes, tomado de coragem saia do meio da massa para nos impressionar positivamente com suas ações...

Cavran - Isso ia ser muito interessante... ia sim!

Onon - Cara, o lance é que surpreender e impressionar é inspirar! Precisamos dessa inspiração só assim na mutualidade de inspirações temos pique para ir tocando essa parada.

Cavran - E é por isso que metemos essa antena no telhado e transmitimos todos esses pensamentos libertários...

Onon - Dizemos que os povos não precisam de governos nem de capitalistas que só os exploram, que podem se organizar horizontalmente e dessa forma ter uma vida muito mais saudável e feliz.

Cavran - Ouvindo tu dizer até parece fácil.

Onon - Mas não é fácil, não! Sair da apatia é o primeiro passo, fazer alguma coisa.

Cavran - é para não ficar como disse o Raul "sentado num apartamento com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar."

Onon - E mais cedo ou mais tarde a morte chega! O lance é o que fazemos com o tempo que temos, pessoal!

Cavran - Pois é, a vida é muito curta para gente ficar só nas distrações! Acho que é por isso que eu sou anarquista, pra não ficar de espectador da vida. Os anarcos não aceitam que alguém tome as decisões de sua vida por eles, isso é um roubo!

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