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Haiku.jpg
*Takuboku Ishikawa
Nas mão, um punhado de areia.
Lágrimas a escorrer pelas faces.
Como te esquecer?

Fumaça que se desfaz no céu azul
fumaça que se desfaz melancolicamente
meu espelho

Ruínas do Castelo de Kozukata
no leito de capim o coração
de 15 anos sugado pelo céu

Deitado de bruços na duna
com um passado distante
a dor do meu primeiro amor

Monte de minhas recordações
rio de minhas recordações:
de qualquer forma saudade a aldeia Shibutami

Quando todos os amigos
parecem me superar, compro flores
e o intimo reparto com minha mulher

Sotaque da minha terra
vou a estação ouvi-lo
em meio ao povo

Pequena ilha ao leste do mar
brinco à luz da areia com um caranguejo
a face molhada de lágrimas

Não se pareça com seu pai
nem com o pai de seu pai -
assim pensa seu pai, ouviu, filho.

Quando respiro, canta meu peito
mais melancólico
que o vento frio de inverno!

Como se houvesse uma escuta
clandestina do pensamento
afastei o telescópio do peito.

Nos meus olhos, as margens do rio Kitakami,
salgueiros maciamente esverdeados:
nascente de lágrimas.

Montanha de minha terra.
Face a ti,
não encontro palavras para agradecer-te.

Trabalho, trabalho, mas
são amarras minha vida.
Fixo o olhar na palma das mãos.

Há noite em que a insônia reluz
debaixo do saco de gelo
meu ódio aos homens

Voltando da despedida, subitamente,
algo frio rolou pela face,
ao pestanejar.

Fugindo pela janela da sala de aula,
ia, solitário,
me deitar na ruína daquele castelo.

O trem. Nem sei porque o tomei.
Desci. Mas não há
para onde ir.

O trem em movimento.
Há quanto tempo!
Viagem imaginária à terra natal

Extremo do país. Trem ao costado.
E eu trançando a melancolia da cidade
clareada pela neve.

Não há retorno à primavera
dos 14 anos que me chama
com lágrimas nos olhos

Triste o coração infantil que não chora:
nem repreendendo, nem batendo
(tembém fui assim).

Parado, no corredor, meu desalento
quando à força empurrei a porta
quem sem resistência se abriu.

Um cair de noite
e uma vontade de escrever uma carta tão longa
que te faças sentir saudades de mim.

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