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Seqüestre a Lua

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Espere Resistência
CrimethInc

Quando eles mandarem a Força de Segurança Nacional, nós vamos cortar os postes telefônicos com motosserras para evitar que avancem ― e eles vão largar suas armas quando enxergarem suas sobrinhas e sobrinhos do outro lado das barricadas. Nessa noite, vamos arrastar os móveis para fora dos escritórios e das lojas de departamentos para construir grandes fogueiras nos cruzamentos; vamos sentar ao redor delas, passando de mão em mão comida e bebida, contando as incríveis histórias de como chegamos lá.


Na manhã seguinte vamos nos aventurar um a um, depois em pares, para vasculhar os escombros ― que talvez, depois do choque inicial, pareça com um grande parquinho. Vamos olhar as carcaças das máquinas mortas espantados que vivíamos em uma sociedade alimentada forças além de nossa compreensão; a partir desse momento o nosso entendimento será afiado pelo desafio de construir tudo do zero.


Alguns de nós irão ficar bravos, alguns feridos; outros vão escalar até o topo de grande pilhas de destroços para olhar o sol nascer, tentando enxergar, além dele, o futuro, e sentar lá em silêncio por muito, muito tempo. Vamos passar nossos dedos pelas cicatrizes uns dos outros, apertar nossas mãos e sacudir nossas cabeças; talvez alguém cante suavemente.


Vamos ficar na frente de supermercados saqueados, arremessando latas de refrigerante e batendo nelas com cabos de machados para assisti-las explodindo no ar, rodando como piões. Vamos decorar os postes de luz com cortinas de cetim, pintar nossos próprios nomes das placas de nomes de ruas, jogar uns nos outros enfeites de Natal como se fossem bolas de neve. Vamos passar extensões elétricas em torno de velhos monumentos para derrubá-los como fizeram na Comuna de Paris; vamos esvaziar nossos congeladores de pratos pré-prontos e jogá-los de cima dos telhados enquanto comemos maçãs frescas de árvores novas. É isso que será preciso para redescobrirmos que somos os mestres das coisas e não elas nossos mestres. Usando véus de noiva e jaquetas de bombeiros, deixando uma trilha de cristais quebrados por onde passamos, vamos criar um atalho tão largo até os portões do paraíso que ninguém será capaz de fechá-lo novamente.


Vamos tatuar nossos rostos para comemorar que não existem mais fronteiras para serem cruzadas, que podemos encontrar nossos opressores em guerra aberta ao invés de termos que nos escondermos nas alfândegas. Delegacias de polícia serão esvaziadas onde quer que apareçam, policiais vão caminhas pelas ruas com medo de serem pegos e levados a prédios ocupados, e da próxima vez que terroristas jogarem aviões em prédios comerciais, ninguém estará trabalhando neles.


A terra dará a luz a estrelas que humilharão os céus, e teremos hospitais sem pessoas doentes em vez de termos pessoas doentes sem hospitais, como temos hoje. Ferreiros mais uma vez levantarão seus martelos pesados no ar, forjando coroas grande o suficiente para caberem em todas cabeças de uma vez. Dirigindo pela selva em estradas tapadas pelo mato com o último tanque de gasolina da espécie humana, veremos fogos de artifício subindo aos céus no horizonte ― um sinalizador que diz "não me salve!"


Uma década para conseguir encontrar técnicos capazes de desarmar ogivas e desativar usinas nucleares; uma geração para substituir mini-mercados por jardins e xarope por chás naturais; um século para vacas leiteiras e cães poodle voltarem a um estado feral; quinhentos anos para derreter canhões e transformá-los em taças de vinho, canos d'água e sinos; um milênio para dentes-de-leão que crescem na calçada se tornarem uma floresta.


Ou então nada disso acontecerá, mas teremos a aventura de nossas vidas; e se nos encontrarmos novamente, construiremos outro castelo no céu.


Caro amigo Onde Eu termino Você começa.


Tudo isto não é nada comparado com o que poderemos lhe contar amanhã se ainda estivermos vivos.


a explosão das estrelas não é privilégio de quem fez reservas.

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