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A de Amor e Anarquia
Dias de Guerra, Noites de Amor
CrimethInc
(Original em Inglês)


Certa vez, folheando um livro de psicologia infantil, encontrei um capítulo sobre rebeldia na adolescência. Seu autor a certa altura sugeria que na primeira fase da rebeldia de uma criança em relação aos seus pais, esta tenta se distinguir deles acusando-os de não viver de acordo com seus próprios valores. Por exemplo, se lhes ensinaram que bondade e consideração são importantes, ela vai acusá-los de não serem compassivos o suficiente. Nesse caso continua o autor, esta criança ainda não foi capaz de definir por si mesma seu próprio conjunto de valores; aceitando e reproduzindo ainda os valores e idéias que herdou de seus pais. Ela só está capacitada a afirmar sua identidade dentro desta estrutura. Somente depois quando passa a questiona as crenças e a moralidade que lhe foi apresentada como verdade é que a criança começa a estabelecer sua personalidade.

Muitos de nós, os autoproclamados revolucionários, não mostram indícios de ir além do primeiro estágio de rebeldia. Criticamos as ações daqueles chamados "normais" e os efeitos da suas escolhas e verdades sobre pessoas e animais, atacamos a ignorância e a crueldade do seu sistema, mas raramente nos questionamos a natureza daquilo que aceitamos como moralidade. Será que também baseamos nossos julgamentos em outro tipo de moralidade? Não seria isso algo criticável? Esta não seria apenas outra forma de aceitar estes mesmos valores invertidos num sentido contrário ao do sistema ao invés de criarmos modelos morais por nossa conta?

Nesse instante talvez você esteja se perguntando: "o que você quer dizer, criar modelos morais por nossa conta? Algo é moralmente certo ou não é ― moralidade não é algo que você possa construir, não é uma questão de mera opinião." Nessa afirmação você deixa claro a sua aceitação e reprodução dos princípios básicos da sociedade da qual faz parte: que certo e errado não são valores individuais, mas leis fundamentais do mundo. Essa idéia, que é resquício de uma forma cristã de pensar o mundo que, está no cerne da nossa civilização. Se você vai questionar o que está estabelecido, você deve questioná-la antes!

De onde veio a idéia de "Lei Moral"?Editar

Em outras épocas, quase todo mundo acreditava no dogma da existência de deus. Tal qual a imagem de um rei, cruel ou bondoso, esse deus governava todo mundo, com poder absoluto sobre tudo; foi ele que ditou as leis que todos os seres humanos deveriam cegamente que obedecer. E aqueles que não as obedecessem, deveriam sofrer as mais terríveis punições mortais e/ou divinas. Obviamente, e com naturalidade, muita gente buscava adequar suas vidas a essas regras tanto quanto podiam. Seu medo do sofrimento eterno era mais forte do que seu desejo por tudo que fosse vetado ou proibido. Como todos deveriam viver de acordo com as mesmas leis, deveriam também concordar sobre o que era e o que não era moralmente aceitável com base no conjunto de valores decretados por deus através de seus valores. Dessa forma, bem e mal, certo e errado, acabaram decididos pela autoridade de deus, que todos aceitam por medo.

Mas desde o início, existiram pessoas mais despertas que desconfiavam da presença de deus, de seu interesse por coisas mundanas e até mesmo de sua própria existência. Onde alguns viam fortes evidências da existência de deus, outros passaram a enxergar fenomenos climáticos, processos bioquímicos e possibilidades estatísticas. Por mais que os chatos das igrejas afirmassem ser Ele o único caminho para a cura, para a vida eterna e para felicidade, essas pessoas não viam qualquer sentido em continuar acreditando nessas baboseiras. Foi assim que lentamente Deus começou a desaparecer do mundo, e com Ele, era de se supor que também desaparecesse o respeito às suas leis frente à impossibilidade de punições divinas.

Mas algo curioso aconteceu. Ainda que tivessem coragem para questionar a existência de deus, e até negá-la frente àqueles que ainda acreditavam nela, essas pessoas não ousaram questionar a moralidade que tais leis exigiam. Talvez isso não tenha passado por suas mentes; todos foram criado para possuir as mesmas crenças sobre o que é moral, e acabaram falando sobre certo e errado da mesma maneira, então talvez tenham simplesmente suposto que era óbvio e dado o que era o bem e o que era mal, não havendo diferença se deus estivesse lá para impor isto ou não. Ou quem sabe, as pessoas estivessem tão acostumadas a viver debaixo dessas leis que tivessem medo de até mesmo considerar a possibilidade de que essas leis não existissem mais assim como deus.

Isso deixou a humanidade numa posição incomum: embora não houvesse mais uma autoridade para decretar certas coisas como absolutamente certas ou erradas, eles ainda aceitavam a idéia de que algumas coisas eram certas e erradas por natureza. Embora não tivessem mais fé numa deidade, eles ainda tinham fé num código moral universal que todos tinham que seguir. Embora eles não acreditassem mais em deus, eles ainda não tinham coragem suficiente para parar de obedecer suas ordens; eles tinham abolido a idéia de um regulador divino, mas não a divindade do seu código de ética. Essa submissão inquestionável às leis de um mestre defunto tem sido um longo pesadelo do qual a raça humana está apenas começando a acordar.


Deus está Morto ― e com ele a Lei MoralEditar

Sem deus, não há mais padrões pelos quais se possa julgar o bem e o mal. Essa conclusão foi muito problemática para filósofos há algumas décadas atrás, mas não teve realmente muito efeito em outras áreas. Muitas pessoas ainda pareciam pensar que uma moralidade universal pode ser construída a partir de alguma outra coisa que leis de Deus: a partir do que é bom para as pessoas, a partir do que é bom para a sociedade, a partir do que nós sentimos que deve ser feito. Mas explicações do porquê esses modelos constituírem necessariamente "lei moral universal" são difíceis de se chegar. Normalmente, os argumentos para a existência da lei moral são mais emocionais do que racionais: "Mas você não acha que roubo é errado?" moralistas perguntam como se isso fosse uma opinião compartilhada onde há uma prova de verdade universal. "Mas você não acha que as pessoas necessitam acreditar em alguma coisa maior que elas mesmas?" eles apelam, como se necessidade de acreditar em alguma coisa pudesse fazer essa coisa verdade. Ocasionalmente, eles até fazem ameaças: "mas o que aconteceria se todos decidissem que não haveria bem ou mal? Não nos mataríamos uns aos outros?"

O problema real com a idéia de lei moral universal é que ela afirma a existência de alguma coisa que nós não temos como saber nada a respeito. Quem acredita em bem e mal quer que nós acreditemos que existem "verdades morais" - que existem coisas que são moralmente verdades nesse mundo, do mesmo modo que é verdade que o céu é azul. Eles clamam que é verdade nesse mundo que assassinato é moralmente errado assim como a água congela a zero grau. Mas nós podemos investigar a temperatura do congelamento da água: nós podemos mensurá-la e concordar juntos que chegamos a algum tipo de verdade "objetiva", de tal modo que isso é possível. Por outro lado, o que nós observamos se quisermos investigar se é verdade que assassinato é errado? Não há uma tábua de leis morais no cume da montanha para nós consultarmos, não há comandos escritos no céu acima de nós; tudo que temos para nos basear são nossos próprios instintos e as palavras de um bando de padres e outros auto-intitulados especialistas morais, sendo que muitos deles nem concordam entre si. Afinal, se eles não puderem oferecer nenhuma forte evidência desse mundo, porque deveríamos acreditar neles? E os nossos instintos, se nós sentimos que alguma coisa é certa ou errada, isso poderá torná-la certa ou errada para nós, mas isso não é uma prova de que ela é universalmente boa ou má. Então, a idéia de que há leis universais morais é mera superstição: é uma alegação de que existem coisas nesse mundo que nunca poderemos vivenciar ou estudar. E não deveríamos perder nosso tempo criando suposições sobre coisas que nunca teremos como saber.

Quando duas pessoas discordam fundamentalmente sobre o que é certo ou errado, não há modo de resolver o debate. Não há nada nesse mundo que se possa usar como referência para ver qual deles está correto - porque não há realmente leis morais universais, apenas avaliações pessoais. Então, a única questão importante é de onde vieram esses valores: você os criou por si próprio, de acordo com seus próprios desejos, ou você aceitou-os de outra pessoa... uma pessoa que disfarçou suas opiniões como "verdades universais"?

Você sempre suspeitou da idéia de verdades morais universais, não é mesmo? Esse mundo está cheio de grupos e indivíduos que querem convertê-lo às suas religiões, seus dogmas, suas agendas políticas, suas opiniões. É claro que eles vão dizer a você que esse conjunto de valores é verdadeiro para todo mundo, e é claro que eles vão dizer a você que seus valores são os corretos. Uma vez que você esteja convencido que há apenas um modelo de certo e errado, eles estarão a apenas um passo de convencê-lo que o modelo deles é o certo. O quão cuidadosamente, então, nós devemos nos aproximar desses que querem nos vender a idéia de "lei moral universal"! A sua alegação de que moralidade é um problema de lei universal é basicamente uma maneira desonesta de nos fazer aceitar seus valores, ao invés de criarmos valores por nós mesmos que poderiam entrar em conflito com o deles.

Então, para nos proteger das superstições dos moralistas e das armadilhas dos evangelistas, vamos nos livrar da idéia de lei moral. Vamos dar um passo para uma nova era, na qual iremos fazer valores por nós mesmos, e não aceitar leis morais sob medo e obediência. Deixe esse ser nosso novo credo:

Não há código moral universal que deve ditar o comportamento humano. Não há coisas como bem e mal, não há modelos universais de certo e errado. Nossos valores e moral vem de nós e pertencem a nós, quer gostemos ou não, então nós devemos proclamá-los orgulhosamente para nós mesmos, como nossas próprias criações ao invés de procurar alguma justificação externa para eles.

Tudo o que glorifica "Deus" e o além-mundo escraviza a humanidade e o mundo real.



Mas se não há bem e mal, se nada tem nenhum valor moral intrínseco, como vamos saber o que fazer?Editar

Faça o seu próprio bem e mal. Se não há nenhuma lei moral pairando sobre nós, significa que somos livres ― livres para fazer o que quisermos, livres para ser o que quisermos, livres para perseguir nossos desejos sem sentir nenhuma culpa ou vergonha sobre eles. Imagine o que você quer da sua vida e lute por isso; crie quaisquer que sejam os valores certos para você, e os viva. Não será fácil, de alguma forma, os desejos nos puxam em diferentes direções, eles vem e vão sem aviso, então manter-se com eles e escolher entre eles é um teste difícil ― é claro que obedecer instruções é mais fácil, menos complicado. Mas se vivermos nossas vidas como se tivéssemos sido instruídos, as chances são muito pequenas de conseguirmos o que queremos da vida: cada um de nós é diferente e tem necessidades diferentes, então como um conjunto de "verdades morais" trabalhariam para cada um de nós? Se tomarmos a responsabilidade por nós mesmos e cada um esculpir sua própria tábua de valores, então nós teremos uma chance de conseguir alguma felicidade. As antigas leis morais foram deixadas nos dias quando vivíamos em submissão cheia de medo de um Deus inexistente, de qualquer forma; com a sua partida, podemos nos livrar de toda a covardia, submissão e superstição que caracterizaram nosso passado.

Algumas pessoas entendem de forma errada o chamado de que nós devemos perseguir nossos próprios desejos como mero hedonismo. Mas não estamos falando aqui dos transitórios e insubstanciais desejos do típico libertino. Estamos falando dos mais fortes, profundos, mais duráveis desejos e inclinações do indivíduo: seus amores e ódios fundamentais que permeiam seus valores. E o fato de que não há nenhum Deus para nos dizer que devemos amar uns aos outros ou que devemos agir virtuosamente não significa que não devemos fazer essas coisas por nossa própria conta, se acharmos que vale a pena ― o que quase todos fazemos. Mas vamos fazer o que fazemos por nossa própria conta, não sob obediência!


Mas como podemos justificar nossa própria ética, se não podemos baseá-la em verdades morais universais?Editar

Moralidade tem sido justificada externamente por tanto tempo que hoje muito dificilmente nós sabemos concebê-la de outra maneira. Nós temos sempre que dizer que nossos valores procedem de alguma coisa externa a nós, porque valores baseados em nossos próprios desejos eram (não é nenhuma surpresa!) marcados como maus pelos padres da lei moral. Hoje nós ainda sentimos instintivamente que nossas ações devem ser justificadas por algo fora de nós mesmos, alguma coisa "maior" do que nós mesmos ― se não por Deus, então por uma lei moral, lei do estado, opinião pública, justiça, "amor de um homem", etc... Nós temos sido tão condicionados por centenas de anos a pedir permissão para sentir coisas e fazer coisas, de sermos proibidos a basear nossas decisões nas nossas próprias necessidades, que ainda queremos pensar que estamos obedecendo a um poder maior até quando agimos pelos nossos próprios desejos e crenças; de alguma forma, é mais defensivo agir sob submissão a um algum tipo de autoridade do que no serviço das próprias inclinações. Nos sentimos tão envergonhados de nossas aspirações e desejos que atribuímos essas ações a algo "maior". Mas o que poderia ser maior do nossos próprios desejos, o que poderia prover melhor justificação para nossos atos? Deveríamos obedecer algo externo sem consultar nossos desejos ou até, quem sabe, indo contra eles?

É na justificativa que muitos indivíduos e grupos radicais erram. Eles atacam o que vêem como injustiça não porque eles não querem mais ver tais coisas acontecerem, mas porque onde é "moralmente errado". Ao fazer isso, eles buscam o apoio de todo aquele que ainda acredita na fábula da lei moral, e se enxergam como servos da Verdade. Essas pessoas não deveriam levar vantagem das desilusões populares para conseguir o que querem, mas deveriam mudar a arrogância e questionar tradições em tudo que fazem. Um melhoramento, por exemplo, direitos animais, que é colocado em nome da justiça e da moralidade, é um passo adiante ao custo de dois passos atrás: soluciona um problema enquanto reproduz e reforça outro. Certamente tais melhoramentos deveriam ser feitos e atingidos nos terrenos que são desejáveis (ninguém que realmente considerou isso, iria querer destratar animais, iria?) ao invés de se usar táticas vindas da superstição cristã. Infelizmente, por causa de centenas de anos de condicionamento, é tão bom sentir-se justificado por uma "força maior", a obedecer a uma "lei moral" a apoiar a "justiça" e estar lutando pelo "bem" que é fácil para as pessoas serem pegas como apoiadores da moral e esquecerem de questionar se a idéia de lei moral faz sentido em primeiro lugar. Há uma sensação de poder que vem em acreditar que se está servindo a uma autoridade maior, a mesma sensação que atrai as pessoas para o facismo. É sempre tentador pintar toda batalha como contra o mal, certo contra errado; mas não há uma supersimplificação, isso é uma falsificação: tal coisa não existe.

Nós podemos agir compassivamente uns com os outros porque nós queremos, não porque a "moralidade dita"! Não precisamos de nenhuma justificação de fora para cuidar de animais e humanos, ou para protegê-los. Apenas sentimos em nossos corações que é certo, que é certo para nós, para ter toda a razão que precisamos. Então, nós podemos justificar agir com nossa ética, sem baseá-la em verdades morais, simplesmente não nos sentindo envergonhados dos nossos desejos: estando orgulhosos o suficiente deles para aceitá-los pelo o que eles são, como as forças que nos guiam como indivíduos. E nossos próprios valores podem não ser certos para todos, isso é verdade; mas eles são o que cada um de nós tem que continuar a fazer, então nós devemos ousar fazê-los mais do que imaginar alguma impossível justificação maior.

Mas o que aconteceria se todo mundo decidisse que não há bem e mal? Não acabaríamos matando uns aos outros?Editar

Essa pergunta pressupõe que as pessoas não matam uns aos outros apenas porque eles foram ensinados que é errado fazer isso. A humanidade realmente é tão sedenta de sangue e malvada que nós acabaríamos matando e estuprando uns aos outros se não fôssemos impedidos por superstições? Me parece mais provável que desejamos nos dar bem com os outros pelo menos tanto quanto desejamos ser destrutivos ― você normalmente não se sente melhor ajudando os outros do que os machucando? Atualmente, a maioria das pessoas alega acreditar que compaixão e justiça são moralmente corretas, mas isso não faz do mundo um lugar compassivo e justo. Não pode ser verdade que seguiríamos mais nossa inclinação natural de tratar bem os outros, se não sentíssemos que caridade e justiça são coisas obrigatórias? De que valeria a pena se todos nós cumpríssemos o nosso "dever" de ser bom com os outros, se o fizéssemos somente porque estamos obedecendo imperativos morais? Não seria muito mais significativo tratarmos os outros com consideração porque nós queremos, em vez de sermos exigidos?
E se a abolição do mito da lei moral de alguma maneira gera mais disputas entre os seres humanos, ainda assim não seria preferível a vivermos como escravos de superstições? Se decidirmos quais são nossos valores e como viveremos de acordo com eles, nós pelo menos teremos a chance de perseguir os nossos sonhos e talvez apreciar a vida, mesmo que lutemos uns com os outros. Mas se escolhermos viver de acordo com regras impostas por outros, nós sacrificamos a oportunidade de escolher o nosso destino e buscar nossos desejos. Não importa o quão bem nos damos com as correntes da lei moral, elas valem o abandono da nossa auto-determinação? Eu não teria coragem de mentir para um ser humano e lhe dizer que ele tem que se conformar com algum mandamento ético, quer esteja no seu melhor interesse ou não, mesmo se essa mentira impedisse algum conflito entre nós. Porque eu me importo com os seres humanos, eu quero que eles sejam livres para fazer o que é certo para eles. Isso não é mais importante que a paz na terra? A liberdade, mesmo que perigosa, não é preferível à escravidão mais segura, à paz comprada com ignorância, covardia e submissão?
Além disso, veja a nossa história. Quanto derramamento de sangue, enganação e opressão já foram cometidos em nome do certo e do errado? As guerras mais sangrentas foram travadas entre inimigos que achavam estar lutando no lado da verdade moral. A idéia da lei moral não nos ajuda a conviver, ela nos vira uns contra os outros, para conter aqueles cuja lei moral não é a "verdadeira". Não pode existir verdadeiro progresso nas relações humanas até que as perspectivas de cada um sobre a ética e os valores sejam reconhecidas; então poderemos começar a acertar nossas diferenças e aprender a viver junto, sem lutar sobre questões estúpidas como quais são os valores morais e desejos que estão "corretos". Por você mesmo, pela humanidade, jogue fora as noções antiquadas de bem e mal e crie seus próprios valores!

Crimethinc.png   Este texto foi originalmente publicado por CrimethInc.


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