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Protopia


O que você gostaria de saber sobre o Protopia mas nunca teve para quem perguntar!


1.Qual é o objetivo da Protopia?Editar

Bike Arch @ Centre Camp, by Mark Grieve and Ilana Spector.jpg
A palavra protopia foi cunhada a partir da junção do radical latino pro que significa em "favor de" com o radical grego τόπος, "lugar". Seu sentido é, ao mesmo tempo, 'lugar favorável' e 'em favor de um lugar'. Em contraposição a idéia de utopia ("não lugar" ou "lugar impossível"), protopia trata da projeção de espaços onde possam se reunir aqueles que almejam a possibilidade de viver uma vida libertária construindo um futuro em comum. Se organizando em redes que vão buscando entre as pessoas de fora outros que queiram se libertar para constituir mais desses espaços.

Dentro destes 'lugares favoráveis' que chamaremos de 'zonas libertárias' as pessoas vivem e garantem sua sustentabilidade. São organizadas cooperativas através das quais são produzidos bens e serviços a serem utilizados ou trocados com outras zonas libertárias. Também acontecem mutirões de trabalho coletivo para tarefas de construção e manutenção. Entre diferentes zonas vão se formando relações de apoio mútuo e redes econômicas, circuitos de festas e de viagem. E o mais importante: vidas plenas e prazerosas, festas, uma grande aventura de interdependência.

Os objetivos de Protopia são:

  1. consolidar uma rede de zonas libertárias.
  2. servir de inspiração prática para as pessoas que não estão nesta rede através da propaganda pela ação.
  3. servir de refúgio para os que compreenderem e se engajarem em sua proposta.
  4. consolidar uma rede zonas libertárias de defesa mútua.
  5. derrubar pouco a pouco a influência e a necessidade do capitalismo e do estado agindo com ações práticas mas principalmente agindo no imaginário de quem quer que seja.

2. Como fazer para torná-la realidade?Editar

Na verdade isso já começou a se tornar realidade. Já existem grupos engajados em adquirir espaços rurais em alguns lugares para transformá-los em zonas libertárias. Alguns dos gestores dessa página fazem parte de um deles. Mas uma coisa é a gestão da página, outra é a criação de uma zona libertária. Para tornar realidade você só precisa fazer parte de um desses coletivos.

3. Posso fazer parte do coletivo?Editar

Se você quiser sim. Estamos sempre abertos a novas componentes e novas idéias! Mas também lhe sugerimos que busque no seu próprio meio criar um grupo. Anarquistas, libertários, autonomistas e filósofos inconformados; Punks, Rash´s, guerrilheiros e andarilhos sem rumo; Ecologistas, ativistas, zapatistas e agricultores rebeldes; Xamãs, rastafáris, discordianistas e ocultistas oprimidos; Quilombolas, indígenas, aborígenes e povos da terra; sejam bem-vindos, pois só com muitos grupos podemos criar uma rede. Porém é muito importante que você e quem mais esteja interessado em participar do seu 'projeto' possua conhecimentos práticos em coisas como marcenaria, construção, agricultura, elétrica e outras áreas que o capitalismo lançou na marginalidade. Conhecimentos como estes são úteis em muitas situações e permitirão que seu grupo consiga ampliar seu grau de autonomia mais rapidamente.

4. Como posso ajudar?Editar

Você pode contribuir propagando idéias através dessa página, por meio de textos e filmes, alterando-os ou mesmo criando novos. Ainda, se souber inglês ou espanhol, pode traduzi-los ou auxiliar nas traduções já iniciada. Pode também colocar novas imagens nas páginas e propor novos conteúdos. E principalmente pode dialogar conosco, manter contato, trocar idéias e divulgá-las. Se você quiser fazer parte do nosso coletivo de ação a coisa fica um pouco mais difícil. Você precisa mandar um e-mail com seu contato para o endereço protopia@onenetbeyond.org se apresentando, bem como quais são suas espectativas com relação ao projeto dizendo-nos também onde você mora para que possamos lhes indicar alguns contatos para um encontro cara a cara.

5.Percebi que estão fazendo livros, como poderei comprá-los?Editar

Se você faz questão de comprá-los eles estarão disponíveis pela editora Deriva.

6. Tenho textos libertários ótimos aqui. Vocês se interessam?Editar

Claro! poste eles em páginas novas no wiki para que possamos ler, difundir e, quem sabe, até publicar.

7. Tenho textos libertários ótimos numa língua estrangeira. Vocês se interessam?Editar

Claro, nossa idéia é traduzir tudo de bom quanto possível.

8. Vocês realmente pretendem criar uma zona autônoma?Editar

Pretendemos criar uma zona autônoma nos próximos anos. Já existe um grupo de mais de 20 pessoas engajado nesse projeto que é só uma questão de tempo para se concretizar. Além de criar diretamente uma nossa intenção é apoiar das maneiras que nos forem possíveis o surgimento de outras zonas autonomas libertárias onde quer que elas estejam.

9. Essa zona autônoma fica no Brasil?Editar

Sim. Num local esquecido. O espaço não é importante, a ação o é!

10. Onde ela fica?Editar

Essa é a pergunta crucial que merece outra pergunta como resposta. Seria mesmo prudente escrevermos isso aqui?

Esta zona autônoma entrará no mapa no dia em que a última barricada for recolhida, e a última ruína em chamas apagar na tempestade mais restauradora de todos os tempos...

Existem outras igual a ela, e outras tantas com finalidades parecidas, encontre uma ou a construa. Se quiser saber de verdade onde ela fica terá que sair da frente do computador e encontrá-la por si mesmo, ou seguir os passos descritos na resposta da questão 4.

11. Posso participar dessa zona autônoma?Editar

Sim, desde que a encontre e tenha uma compreensão aprofundada da proposta, concordando com alguns preceitos coletivos básicos.

12. Mas todas essas zonas libertárias são iguais?Editar

Não mesmo. Cada zona é resultado das inclinações e referências de seus habitantes e articuladores. Existem projetos hoje que estão assumindo uma proposta mais primitivistas, enquanto outros se alinham com a proposta zapatista dos caracóis. Existe outro que pretende ser também um espaço de divulgação de tecnologia alternativa. E com o tempo certamente outros surgirão. Então provavelmente as pessoas interessadas vão se alinhar mais com um espaço do que com outros a partir da sua forma de ser e das suas aptidões.

13. Quanto a crenças, posso ter qualquer uma nesta zona?Editar

Claro que sim. Mas você deverá lembrar que ninguém é obrigado a sustentar as mesmas crenças que você. Você pode ser judeu, islâmico, cristão, espírita, hare krishna, budista, vegetariano ou acreditar que o monstro da macarronada é que nos rege. O importante é que aceitar que os outros podem ter (ou não ter) quaisquer crenças.

14. Há restrições quanto a orientação sexual?Editar

Arquivo:Party when Dust.jpg

De forma alguma! Desde que você não seja pedófilo ou ache estupro uma forma natural de praticar sexo, você pode fazer o que bem quiser com o seu corpo.

15. Posso andar pelado por lá?Editar

Sim pode. Pelado pelado, nu com a mão no bolso. Mas se isso é o mais importante para você, sugerimos que procure um clube de nudismo. Estamos mesmo é por uma vida autônoma e livre da hierarquia e da exploração.

16. Vocês irão consumir produtos animais?Editar

Da mesma forma que respeitamos vegetarianos e vegans, respeitamos também carnívoros e onívoros. Respeitamos até canibais, desde que eles mantenham seus ímpetos homicidas e se alimentem de Hufu. Brincadeiras a parte, sabemos que a civilização atual perdeu a conexão sagrada com o alimento e a criação de animais é cruel e beira a insanidade, portanto apoiamos a luta pelos direitos animais e propomos uma revisão de valores seguindo uma lógica equilibrada, para alcançarmos nossa autonomia.

17. Mas e se eu faço parte de uma gangue de motoqueiros acéfalos violentos (1)? Mas se sou um militante orgânico do PC do B (2)?Editar

Gangues e partidos são algo que está fora do nosso projeto por entendermos que são divisões desnecessárias geralmente irracionais que fomentam comportamentos agressivos/dominações, ódio e competitividade entre pessoas que de outra forma poderiam conviver muito bem juntas. E não estamos dispostos a sofrer qualquer tipo de violência eleitoreira ou ganguista e ficarmos de braços cruzados. No entanto, se você parar de sujar nosso espaço com seus panfletos (2) /se parar girar a sua corrente ameaçadoramente no ar (1), se deixar sua jaquetinha junto da moto (1)/ se deixar sua camisa e sua bandeira vermelhas com uma foice e um martelo em casa (2), talvez seja possível que aceitemos você em nosso meio. Mas não tente testar nossa paciência...

18. O projeto protopia se restringe a criação de uma zona autônoma? Como um clubinho anarquista escondido do mundo e voltado pra si mesmo?Editar

Não. O protopia é um projeto que pretende criar, traduzir e difundir conhecimento libertário para a criação de ZonaS AutonomaS (no plural, ahn?), e ao mesmo tempo fomentar através de ações o surgimento de ZonaS AutônomaS. Estas não são um fim em si mesmo, mas fazem parte de um projeto de libertação mais amplo de embate contra o sistema capitalista e a sociedade de classes e o "modo de ser" que deles decorre.

19. Mas como isso pode ajudar as pessoas que não estão vivendo na Zona Autônoma?Editar

É simples, vamos fazer algo que se faz a milênios, nos baseamos nos exemplos de uns e nos tornamos exemplo para outros. Estamos empenhados em uma forma de propaganda pela ação. Se nos tornarmos exemplos de uma forma de vida mais digna e menos difícil fora da Máquina de moer vidas, todos os que estão sofrendo as agruras do capitalismo irão de bom grado virar as costas para o sistema assim que perceberem essa forma como viável. Se uma parte da população começar a vislumbrar como possibilidade para suas vidas trocarem a vida do campo ou da cidade pela vida nas Zonas Autônomas estaremos no caminho certo. Obviamente essa mudança nas relações exige uma mudança de perspectiva e de auto-entendimento. Mas se essas lugares começarem a surgir em profusão e conseguirem se relacionar e ao mesmo tempo garantirem sua autonomia, circulação de coisas e pessoas, calendários de festas e redes de solidariedade e mutualidade, capitalistas e estadistas vão ter um problemão.

20. Como vocês pretendem se sustentar nesta zona autônoma?Editar

Existe uma infinidade de possibilidades nesse sentido. Podemos criar cursos de difusão de certos conhecimentos para os pequeno burgueses que puderem pagar por eles, e oferecê-los de graça para grupos e comunidades sem recursos. O trabalho no interior da área está sendo pensado nos termos de cooperativas que agreguem as pessoas por interesse, assim cada um faz aquilo que achar mais interessante. Podemos plantar alimentos (inclusive cogumelos, os comestíveis, certo?) e outras coisas, fabricar cerveja e livros, zines e camisetas, inclusive alguns de nós já possuem experiência em cada uma dessas iniciativas. Podemos trocar com grupos de camponeses, sem terra e indígenas. Alguns de nós podem ainda manter uma vida transumante entre a cidade e a "área" com um emprego de (por exemplo) médico ou professor, uma fonte de recursos indispensável para atingir graus de autonomia primários de infraestrutura.

21. Haverá restrições tecnológicas nesta zona?Editar

Ao contrário dos mais primitivistas não demonizamos a tecnologia por si só por compreendermos que tecnologia é tudo aquilo que os humanos criam intencionalmente através da reflexão e do desenvolvimento de técnicas. Muita coisa interessante pode ser construída com materiais recicláveis, lixo da sociedade do consumo, tudo aquilo que é jogado fora e que se torna um problema ambiental. Se temos uma tecnologia em mãos é importante saber o tempo todo que ela é que deve trabalhar para nós e nos poupar dos esforços de trabalhar para ela. No entanto, nenhuma tecnologia é imprescindível e aquelas que queremos adotar seguem alguns princípios básicos: não devem resultar, nem serem elas próprias resultados de relações de dominação de qualquer tipo, nem podem ser nocivas ao meio e devem preferencialmente fomentar a convivialidade e o bem estar coletivo. Claro que vemos a adoção de tais tecnologias de forma processual, a nível de exemplo ninguém vai entrar em crise por que alguém ter ligado um motor a diesel para fazer funcionar uma bomba de água até termos a possibilidade de construir nós mesmos bombas de água a energia eólica. Autonomia é a nossa principal meta.

22. Mas afinal de contas o que é autonomia?Editar

Autonomia merece uma definição a altura. Implica na possibilidade se estabelecer graus elevados de independência no seu sentido intelectual, gestionário (no caso viver em uma estrutura libertária autogestionária) e substancial (alimentar, energética e habitacional), de um grupo humano com relação a outros grupos humanos (cidades, países e empresas). No entanto, não se deve confundir autonomia com isolamento. Autonomia é a possibilidade de se relacionar com outrem pelos preceitos da não-dependência e da não-dominação, assegurando o fomento de relações de simetria com àqueles com os quais nos relacionamos. Para nós autonomia e anarquia andam juntas.

23. Então vocês são anarquistas?!? Estou ficando com medo!Editar

61 dias-huelga-grua municipal Aussa manifestacion Sevilla 16 7 05-082.jpg

Calma, anarquistas geralmente são pessoas adoráveis que simplesmente não querem dominar nem ser dominadas, e que acreditam que o autoritarismo e suas decorrências são maléficos para as relações humanas. É verdade que alguns anarquistas têm uma aparência diferente com dreads e moicanos, e também é fato que alguns deles ficaram meio ressentidos com o passar do tempo com os poderes do mundo, mas se você não é um explorador nem faz parte do aparato repressivo não há o que temer. A maioria dos anarquistas só deseja viver sem ter que agüentar coisas desagradáveis como impostos e imposições, políticos parasitas e capitalistas exploradores. Talvez meio que inconscientemente você já seja um pouco anarquista sempre que se dá conta o quanto essas coisas são injustas e como o mundo seria melhor sem elas.

24. Não tenho certeza se essa proposta dará certo. Por que vocês se dispõem a correr o risco?Editar

Não é uma questão de escolha. Toda geração tem sua chance de fazer alguma coisa. Alguns de nós simplesmente preferem se arrepender daquilo que fizeram a viver o resto de suas vidas na dúvida do "e se eu tivesse feito...". Também não é uma questão de escolha não existe outra alternativa mais interessante de se fazer política na prática e buscar uma transformação maior que não passe pela transformação de nossas vidas cotidianas. Risco para nós seria permanecer num sistema degradante e excludente cada vez mais desumano sem buscar por alternativas viáveis. E afinal de contas este é um projeto que nos traz empolgação, vontade de viver e animação, nele podemos vislumbrar possibilidades que não são alcançáveis para a maioria das pessoas em seus projetos individuais de uma vida segura que, na melhor das hipóteses acaba com uma terceira idade da aposentadoria compulsória, na qual filhos e netos na sua presença, lhes tratam como se já não estivessem mais lá. A verdade é que não há tempo a perder! E estamos atrás no placar!


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