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P.M./Bolo'Bolo/Trico

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Trico


A Máquina do Trabalho tem um caráter planetário, portanto uma estratégia bolo’bolo de sucesso tem que ser planetária desde o começo. Nós-dysco locais, regionais ou mesmo nacionais nunca serão suficientes para paralisar a Máquina como um todo. Ocidente, Oriente e Sul precisam começar simultaneamente a subverter suas respectivas funções dentro da Máquina e criar novas e construtivas antecipações. O que é verdadeiro para os três tipos de trabalhadores a nível micro também é verdadeiro para as três partes do mundo em nível macro. São necessários nós-dysco-planetários. Deve haver tricomunicação entre os nós-dysco: trico, o truque trico-planetário. Trico é dysco entre nós ABC em cada uma das três maiores partes do mundo: os países industrializados do Ocidente, os países socialistas, os países subdesenvolvidos. Um nó-trico é o encontro de três nós ABC locais a nível internacional.


Antecipações dos bolos podem ser feitas fora dos governos, longe de organizações internacionais ou grupos de ajuda ao desenvolvimento. O contato deve funcionar diretamente entre vizinhos, durante atividades cotidianas de todos os tipos. Pode haver um trico entre a Praça de São Marcos, no East Village de Nova York, o no 7 da Nordeste, em Gdansk, Polônia, e a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro; ou então Zurich-Stauffacher, Novosibirsk Bloco A-23 e Fuma, Ilhas Fiji. Esses nós-trico podem ter origem em conhecimentos pessoais acidentais (viagens de turismo, etc.). Aí podem ser multiplicados pela atividade de tricos já existentes. O uso prático do nó-trico (e deve haver um) pode ser bem trivial no começo: a troca de bens necessários (remédios, discos, temperos, roupas, equipamentos), feita sem dinheiro, ou pelo menos tão barata quanto possível. É óbvio que as condições para a troca de bens estão longe de serem iguais entre as três partes do mundo: num trico, o parceiro do Terceiro Mundo vai precisar de um monte de matéria-prima para enfrentar a exploração do mercado mundial. Comunidades do Terceiro Mundo também vão precisar de muito material para a construção de uma infra-estrutura básica (torneiras, telefones, geradores). De toda forma, isso não significa que um trico seja apenas um tipo de ajuda ao desenvolvimento. Os parceiros estarão criando um projeto comum, o contato será pessoa-a-pessoa, a ajuda será adaptada a necessidades reais e baseada em relações pessoais. Mesmo nessas condições, a troca não será necessariamente unilateral. Trabalhadores A num nó-dysco darão um monte de bens de consumo (porque têm muitos), mas obterão muito mais em bens culturais e espirituais; vão aprender sobre estilo de vida em lugares tradicionais, sobre ambientes naturais, sobre mitologia, outras formas de relações humanas. Como já dissemos, mesmo os mais miseráveis Negócios C oferecem algumas vantagens; em vez de ameaçarmos nossos A-eus com as desvantagens dos outros negócios, vamos permutar os elementos que ainda são fortes e valiosos.


Terra.mesa.png
Os nós-trico permitem aos nós-dysco-ABC desmascarar as ilusões mútuas sobre seus negócios e apoiar a cessação do jogo-de-dividir da Máquina. Dyscos ocidentais vão aprender sobre o cotidiano socialista, livrando-se tanto dos vitupérios anticomunistas quanto da propaganda socialista. Os parceiros do Oriente vão se descobrir desistindo de suas fantasias impossíveis sobre o Ocidente Dourado, e ao mesmo tempo ficarão mais aptos a se imunizar contra a doutrinação oficial em seus próprios países. Os dyscos do Terceiro Mundo vão se proteger das ideologias desenvolvimentistas, demagogias socialistas e chantagem-via-miséria. E isso não vai ser impingido como um processo educativo, mas será uma conseqüência natural da tricomunicação. Um nó-dysco do Ocidente pode ajudar o parceiro do bloco soviético a conseguir seu estéreo japonês (necessidades são necessidades, até mesmo aquelas criadas pela estratégia de propaganda da Máquina). No processo de trico-expansão, de trocas pessoais e de crescentes estruturas de bolo’bolo, os desejos autênticos vão acabar predominando. Danças e lendas do Daomé serão mais interessantes que shows de TV, canções folclóricas da Rússia soarão melhor que os jingles da Pepsi, etc.


A substrução de todo o planeta desde o começo é um pré-requisito para o sucesso da estratégia que leva a bolo’bolo. Se bolo’bolo fica sendo só o charme de um país ou região, está perdido; vai se tornar apenas mais um impulso para o desenvolvimento. Na base da tricomunicação, essas relações planetárias serão responsáveis pela desintegração de nações-estados e blocos políticos. Como os nós-dysco, os nós-trico vão formar uma rede substrutiva que paralisará a Máquina do Trabalho. Dos tricos surgirão acordos de trocas (fenos), hospitalidade geral (sila), novas regiões culturalmente definidas (sumi) e um ponto de encontro planetário (asa’dala). A rede trico também terá que trancar por dentro as máquinas de guerra dos países independentes, provando assim ser o verdadeiro movimento de paz – simplesmente porque seu interesse prioritário não é a paz, mas porque têm um bom projeto em comum.


Bolo'Bolo (livro)
Dysco Trico Cronograma provisório

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