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Os Homens Bons e a Questão Humana

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O século XX foi com certeza um século tenebroso. De um lado fez-se ouvir na europa oriental a sinfonia de distorções marxistas bolcheviques que condenou para sempre a ser sinônimo de autoritarismo a palavra "socialismo". Do outro o cheiro podre das carnificinas, as botas marchando sobre o rosto da humanidade fez-se conhecer monstruosidade estatal do totalitarismo que recebeu o nome de "fascismo".

O deixar-se levarEditar

Um século que nasceu com movimentos nacionalistas como os dos Jovens Turcos a massacrar minorias como os armenos, ainda em sua primeira década, um dos muitos genocídios para os quais o mundo virou as costas, entrou para história também como o século do autoritarismo, do fascismo e do nazismo. Entre os libertários há aqueles que se dedicam em entender o que fez com que homens e mulheres por todo o século XX, não só aceitaram de forma passiva, mas também colaboraram ativamente com regimes totalitários genocidas. Estas aberrações políticas de grandes proporções são tão presentes hoje quanto eram há um século, mas para poder seguir existindo na atualidade o fascismo teve que se esconder atrás da máscara batida da democracia representativa.

Vemos por todos os lados o mesmo sangrento baile de máscaras no qual estados nacionais supostamente democráticos engajados em perseguições a minorias étnicas e políticas, defendendo políticas de tolerância zero e guerras terroristas contra o que chamam agora de terror. São também eles os propagadores de campanhas militares embaladas por uma estética patriótica que esconde as milhares de formas de exploração existentes em um mundo dividido não só em classes. O Fascimo é, em suma, o capitalismo em seu estágio mais totalitário, e não há quem o conteste no âmbito das mega corporações globalizadas, verdadeiros regimes plutocráticos trans-nacionais de produção e pilhagem.

A carnificina segue embalada com 30 mil crianças mortas por dia nos países alinhados com o eixo capitalista.


Mas a maior parte dos cidadãos do mundo dá de ombros enquanto busca ativamente por formas de entretenimento - copas do mundo, olimpíadas, televisão, drogas e filmes milionários - estratégias para manter o máximo de gente possível na posição de espectadores da história. Mas como entender este colaboracionismo generalizado? Os anarquistas se dividem com relação a ela - alguns a rotulam de alienada, manipulada pelas elites em nome de seus projetos, outros enxergam nesta mesma população servidão voluntária, comodismo e malevolência. Por outro lado a maior parte destes cidadãos também tem papel ativo nestes regimes, votando, consumindo e trabalhando, muitos deles para a própria sobrevivência (como alguém poderia argumentar), mas também atuando na expansão e desenvolvimento do projeto capitalista.

Nazistas no cinemaEditar

Recentemente dois filmes sobre o nazismo acabaram me levando algumas reflexões inusitadas sobre este assunto que eu gostaria de compartilhar, também como uma tentativa de chamar à reflexões sobre o fascismo os libertários ao invés de estereotiparmos e substimarmos um fenomeno como este através da simplificação. Ambos os filmes são bem distintos, têm como cenário espaços e tempos distintos, O Homem Bom se passa na Alemanha do III Reich enquanto A Questão Humana se dá na França na atualidade.

No primeiro filme acompanhamos um acadêmico humanista, bom pai de família, cuja mãe doente leva a escrever um romance sobre um homem que pratica a eutanásia em um parente querido. Lido e bem quisto pelo próprio Futher, seu romance acaba sendo apropriado pelos Nazi como justificativa ética e moral para o assassinato de pessoas consideradas inválidas por deficiências mentais. Para garantir privilégios pessoais e alguma ascensão profissional em consonância com uma total incapacidade de (pre)visão política este homem acaba sendo enredado na estrutura do partido Nazi apesar de não se identificar com a ideologia nazista.

Em pouco tempo este humanista torna-se um consultor da SS e nesta posição passa a escrever textos que legitimam o projeto nazista. Ao mesmo tempo vive uma relação tensa com seu único amigo e confidentes, um proeminente psicanalista judeu, que tenta lhe chamar a atenção aos caminhos tortuosos das políticas de segração racial alemãs. Muito mais pelo comodismo que pelas crenças, em suas relações pessoais o homem bom não cultiva qualquer tipo de ódio racial, acreditando mesmo que Hitler fosse pelo bom senso dos alemães.

Esta figura patética a apática do colaboracionista que sem ser alinhado ideologicamente se torna orgânico no nazismo... (continua)

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