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Oceano de Limonada & Tempos Modernos

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Hakim Bey

(Original em Inglês-Versão em Espanhol)

Mais Um Rio a AtravessarEditar

Em nossa experiêsimplesmente em especulações intelectuais, mas sim na vida cotidiana) nós percebemos que "o Ego" pode chegar a ser tão espectral como "o Grupo" - ou aliás, tão fantasmagórico como qualquer abstração capaz de controlar a conduta, as emoções, o pensamento ou o destino. Tão profundamente influenciados como temos sido por Stirner,[1] Nietzsche,[2] Tucker[3] e Mackay,[4] jamais nos apegamos a nenhuma forma rígida, ideológica ou psicológica de Individualismo ou Egoísmo. O individualismo anarquista é uma deliciosa dinamite, mas não é o único ingrediente de nosso coquetel.

Nossa posição colocada muito simplesmente complementada e melhorada pelo movimento da coletividade; enquanto a efetividade da coletividade parece depender da liberdade individual.

Nos anos 1980 - trespassando a pobreza, o terror, a mediação e a alienação - o indivíduo estava cada vez mais e mais isolado, enquanto todas as formas de “combinação” (comunas, cooperativas, etc.) eram eliminadas, quando não reduzidas à pura simulação. Os prazeres do ego isolado começaram a irromper conforme o "self" era gradualmente reduzido a um terminal de comunicações, um funil de mercadorias e fetiches. Na década de 90[5] exigimos meios de associação efetivos que não dependam do Capital nem de nenhuma outra forma de representação. Rechaçamos o falso transe do grupo do Espetáculo - mas também rechaçamos a inefetividade solitária do ermitão amargurado. Sempre uma ilusão a ser superada!

Maximizando MarxEditar

O “Anarquismo do tipo 3” (termo cunhado por Bob Black[6]) designa uma forma não-ideológica de anarquismo radical, nem individualista nem coletivista, mas em certo sentido ambos ao mesmo tempo. Esta corrente dentro do antiautoritarismo não é uma invenção nova, no entanto (nem tão pouco chegou a uma forma definitiva). Podem ser encontradas versões dela em diversas obras como bolo’bolo[7], ou nos textos dos Situacionistas[8]. Um grupo Situacionista (“Para-nós-mesmos”) chegou ao ponto de sugerir uma síntese de Max Stirner e Karl Marx, que durante sua vida foram inimigos declarados. Este grupo assinalou o fato de o existencialismo psicológico de Stirner não ser necessariamente conflitante com a economia de Marx. Bakunin[9] não fez frente à leitura crítica original de Marx (ao capitalismo) mas sim à solução que ele propõe, a ditadura.

Para nós, Stirner supera Marx porque a psicologia precede a economia em nossa teoria de libertação - mas lemos Stirner à luz de Bakunin e do jovem Marx; à luz da Primeira Internacional e da Comuna de 1870, à luz de Proudhon.[10]

Buscando tornar clara esta posição, introduziremos mais dois nomes à nossa “árvore genealógica”, Steven Pearl Andrews[11] e Charles Fourier.[12] De certo modo, parece-nos um par mais agradável que Max e Marx, já que ambos colaboraram significativamente em prol da causa da libertação erótica (uma preocupação central na Sociedade de Mackay), ao contrário do virginal Bakunin, de Marx, ou de Proudhon - todos eles tão prudentes - ou ainda de Stirner, Nietzsche ou Tucker, que mais ou menos evitaram o assunto. Os historiadores "sérios" do Social frequentemente ignoram Andrews e Fourier por terem sido "excêntricos" - utópicos, marginais, visionários ao estilo de Blake.[13] É preciso ser algo surrealista para poder apreciá-los. Mas nossa apreciação é mais que erótica, estética ou espiritual. Também criamos através deles uma imagem exata de nossa própria posição na corrente "tipo 3", entre os Movimentos Libertários contemporâneos.

Oceano de LimonadaEditar

Fourier era fascinante. Viveu durante a mesma época que De Sade[14] e Blake, e merece ser lembrado como igual ou mesmo superior a eles. Estes outros dois apóstolos da liberdade e do desejo careciam de discípulos políticos, no entanto, no meio do século XIX literalmente centenas de comunas (falanstérios) baseadas nos princípios fourieristas foram fundadas na França, nas três Américas, na Argélia, Iugoslávia, etc. Proudhon, Engels[15] e Kropotkin[16] o leram com fascinação, assim como André Breton[17] e Roland Barthes[18]. No entanto, hoje, nos Estados Unidos, Fourier encontra-se esquecido - nenhuma obra sua foi completamente impressa por aqui - umas poucas antologias saíram nos anos de 1970 mas desapareceram - e existe somente uma obra sobre ele (uma boa biografia escrita por Jonathan Beecher, que poderia servir para despertar algum entusiasmo). Os próprios discípulos de Fourier censuraram alguns de seus textos mais importantes (sobre sexualidade), que acabaram não sendo impressos até 1967. Já era hora de ele ser redescoberto de novo.

Citar Fourier fora de seu contexto seria traí-lo. Dizer, por exemplo que ele acreditava que o oceano se tornaria limonada no futuro, quando a humanidade vivesse em harmonia associativa, é fazer dele uma imagem cômica (tal como o fez Hawthorne[19] em O Romance de Blithedale). Para compreender a beleza da ideia, esta deve ser vista no contexto das grandiosas e brilhantes especulações cosmológicas de Fourier, rivalizando em complexidade com as profecias de Blake. Para Fourier, o universo é composto de seres vivos, planetas e estrelas, os quais sentem paixões e mantêm relações sexuais entre si, de modo que a criação é por si mesma contínua. As misérias da Civilização desviaram a Terra e a humanidade de seu próprio destino num sentido literalmente cósmico. A Paixão, a qual temos aprendido a ver como “o mal”, é de fato, um princípio virtualmente divino. Os seres humanos são estrelas microscópicas, e todas as paixões e desejos (incluindo aí os “fetiches” e as “perversões”) são por natureza não somente boas, como também necessárias para a realização do destino dos humanos. No sistema de harmonia de Fourier todas as atividades criativas incluindo a indústria, a artesania, a agricultura, etc. surgirão de paixões liberadas - esta é a famosa teoria do “labor atrativo”. Fourier sexualiza o trabalho em si mesmo - a vida no Falanstério é uma contínua orgia de sentimento intenso, de pensamento e de atividade, uma sociedade de amantes e selvagens entusiastas. Quando a vida social na Terra for harmonizada, nosso planeta voltará a ser incorporado ao universo da Paixão, resultando em vastas transformações na forma do corpo humano, no tempo atmosférico, nos animais e nas plantas e, inclusive, nos oceanos.

A Paixão dispõe a humanidade em associação, assim como a gravidade dispõe os astros em sistemas orbitais. O falanstério é um pequeno sistema solar que gira ao redor do fogo central das paixões. Assim, embora Fourier sempre defenda o indivíduo contra a tirania dos grupos civilizados (aquele a que chamamos grupos do Espetacular no contexto atual), não obstante para ele o grupo em sua forma ideal possui uma qualidade holística. Uma das piadas feitas sobre ele dizia que o único pecado dentro de seu sistema consiste em almoçar só. No entanto "associação" não pode ser considerada uma forma de coletivismo ou comunismo - não é estritamente "igualitária", e não elimina a propriedade pessoal ou nem sequer a herança. Ainda por cima, todos os complexos títulos e classificações que Fourier adorava inventar para seus Harmonianos eram voluntárias e puramente cerimoniais. O Harmoniano não vive com outras mil e seiscentas pessoas de baixo de um mesmo teto por obrigação ou por altruísmo, mas sim pelo prazer das relações sociais, sexuais, econômicas, "gastrosóficas", culturais e criativas que esta forma de associação permite e encoraja.

O Individualista ConvivialEditar

Um dos exemplos favoritos de Fourier de como a harmonia funciona inclusive na civilização eram os jantares, onde o vinho, o entendimento e a boa comida se desfrutam segundo uma ordem espontânea, livre de toda lei e moralidade. A harmonia Social seria então como uma festa sem fim: Fourier imaginava pessoas saltando da cama às três da manhã para irem colher cerejas da mesma forma que um goleiro de futebol vai atrás da bola.

Steven Pearl Andrews (que também utilizava a metáfora da janta-festa) não era fourierista, mas viveu durante o breve ápice dos falanstérios na América e adotou muitos dos princípios e práticas fourieristas. Seu mentor era Josiah Warren, o primeiro expoente do anarquismo Individualista (ou da “soberania do individuo”) nos Estados Unidos - Embora Warren tenha bebido muito em algumas correntes da democracia radical e da “anarquia espiritual” protestante, que pode se encontrar no mais incipiente período Colonial. Andrews era um construtor de sistemas, um “logoteta” como Fourier e Blake, um criador de mundos feitos de palavras. Ele sincretizou o abolicionismo, o amor livre, o universalismo espiritual, Warren e Fourier em um grande esquema utópico que denominou que "Pantarquia Universal".

Andrews ajudou a fundar diversas “comunidades intencionais”, incluindo a “Brownstone Utopia” na rua 14 de Nova Iorque, e a “Tempos Modernos” em Brentwood, Long Island. Esta última tornou-se famosa por ser a comuna fourierista mais conhecida (junto com Fazenda Brook em Massachusetts e com o Falanstério Norte-Americano em Nova Jersey) – de fato, a Tempos Modernos foi tristemente célebre (por seu “amor livre”) e ao final afundou sob uma onda de publicidade escandalosa. Andrews e Victoria Woodhull[20] foram membros da infame Seção 12 da Primeira Internacional, expulsa por Marx por suas tendências anarquistas, feministas e espiritualistas.

Como Fourier, Andrews criou uma “religião” para substituir todos os cultos autoritários da civilização. Temos que admitir que esta tendência mística em ambos pensadores nos interessa muito, e uma vez mais merece nossa simpatia para além do que mereceria o ateísmo frio (ou "materialismo fundamentalista") de um Stirner ou de um Marx. O anarquismo de "tipo 3" inclui na nossa perspectiva, tanto a herança de protesto dos Ranters [21], antinômianos [22] e da família do amor, como das formas radicalizadas de budismo, taoísmo e sufismo.

Como Blake, Fourier e Pearl Andrews construíram seus sistemas próprios de modo a não se tornarem escravos de outrem - e estas magníficas estruturas incluíam dimensões psicológicas, sexuais e espirituais, as quais estavam ausentes dos meros sistemas ideológicos ou filosóficos. Os detalhes estruturais de harmonia e Pantarquia são fascinantes e inspiradores, para nós no entanto, seu valor mais profundo permanece no desafio de sua total “subjetividade radical”. Fourier e Pearl Andrews criaram a poesia da vida, e não mera política ou economia. Este é o aspecto de sua obra que mais admiramos e desejamos imitar.

A Pantarquia Universal e o Falanstério NorteamericanoEditar

Num sentido mais imediato, nos damos conta de que Fourier e Pearl Andrews nos oferecem argumentos e pistas práticas para o estabelecimento de um tipo de associação que parece até mesmo mais desejável agora que antes da época do capitalismo tardio, do comunismo morto, do puro espetáculo, da alienação inquietante de cartões de crédito e de secretárias eletrônicas, enquetes e pesquisas, dos vírus de computador e do fim do sistema de bem estar social. Na década de 1980 mesmo os autonomistas anti-autoritários caíram num assustador estado de comunicações via correio, BBSs, fotocópias e fitas cassetes. A separação física jamais poderá ser superada de maneira satisfatória pela eletrônica, nada substitui a “convivência”, a “vida compartilhada” no sentido físico mais literal. Os fisicamente isolados são também os conquistados e controlados. Os “verdadeiros desejos” - eróticos, gustativos, olfativos, musicais, estéticos, psíquicos e espirituais- são sempre os mais facilmente satisfeitos num contexto de liberdade, de si e dos outros, em proximidade física e apoio mútuo. Todos os outros desejos são apenas mera representação. Toda revolta contra a civilização pode ser vista (ao menos desta perspectiva) como uma tentativa de simular a intimidade autônoma do grupo, a livre associação dos indivíduos.

A solidão mórbida não é melhor que o consenso manipulado da Nova Ordem Mundial - na verdade ambos não passam de diferentes lados da mesma moeda, como falta de moradia e aluguel: o falso individualismo versus o falso coletivismo. Diante desta dicotomia ilusória continuaremos propagando a soberania do indivíduo - ao mesmo tempo em que proclamamos que nossa primeira investigação da década, a mais urgente delas, deve se incumbir acerca da natureza da associação.

Dito isso anunciamos nossa intenção de ressuscitar e misturar a Pantarquia Universal e o Falanstério Norte-americano, as manifestações locais (na zona de Nova Iorque) dos sistemas de Andrews e de Fourier. A nova Pantarquia Universal e o novo Falanstério Norte-americano (UP/NAP) serão primeiro uma sociedade de validação e de investigação (mais ideias obscuras e descabeladas do século XIX, empoeiradas e encardidas, para recriar e imitar!) - mas também, e quem sabe o mais importante, este feito pode se converter em um núcleo de associação. Planejamos fazer excursões para os lugares originais de Tempos Modernos e do Falanstério; pretendemos ressuscitar a tradição fourierista dos banquetes; pensamos construir um templo em honra a Fourier e ao Pantarca; pode ser inclusive que cheguemos longe o suficiente para produzir outro boletim de notícias!

E talvez nossa investigação nos leve realmente a experimentos mais avançados no futuro sobre a criação de zonas autônomas temporárias, tempos e espaços livres escavados nas muralhas da Babilônia - autonomia criativa e camaradagem nas zonas proibidas, locais onde o poder haverá “desaparecido” - E quem sabe? Pode ser que até mesmo nossas vidas, a mutação… "Um excêntrico? Sim, sou um excêntrico: um pequeno dispositivo que causa revoluções!” (E.F. Schumacher).

Longa Vida à Soberania do Indivíduo! Longa Vida à Pantarquia! Longa Vida à Harmonia!

Nova Iorque, 7 de Abril de 1991 (Aniversário de Fourier)

Referências

  1. Johann Kaspar Schmidt (1806 – 1856), conhecido pelo pseudônimo Max Stirner foi um escritor e filósofo alemão, que na primeira metade do século XIX escreveu uma série de trabalhos centrados no existencialismo e no niilismo. É considerado um dos fundadores do anarco-individualismo. (N. do T.)
  2. Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900) foi um influente filósofo niilista nascido na Alemanha na segunda metade do século XIX. Crítico da cultura ocidental e suas religiões e, conseqüentemente, da moral judaico-cristã. Associado equivocadamente por alguns , ainda hoje, ao nazismo - uma visão que grandes leitores e estudiosos de Nietzsche, como Foucault, Deleuze ou Klossowski procuraram desfazer. Juntamente com Marx e Freud, Nietzsche é um dos mais controversos autores na história da filosofia moderna. (N. do T.)
  3. Benjamin Tucker (1854 – 1939) foi um jornalista, escritor e pensador estadunidense, um dos principais defensores do anarco-individualismo em seu país no século XIX, editor e redator do jornal anarco-individualista Liberty. (N. do T.)
  4. John Henry Mackay (1864 – 1933), anarcoindividualista, escritor e pensador, nascido na Escócia e criado na Alemanha, autor dos livros Die Anarchisten (Os Anarquistas) de 1891 e Der Freiheitsucher (Buscando por Liberdade) de 1921. Seus escritos sobre anarquismo e libertação homossexual deram-lhe notoriedade, rendendo-lhe não poucos inimigos entre os autoritários e puritanos de sua época (N. do T.).
  5. Notar que este texto foi escrito em 1991 (N. do T.)
  6. Bob Black (1951), escritor, advogado e pensador anarquista, situacionista, absurdista estadunidense, proponente da "Última Internacional", entre 1977 e 1983. Publicou a Abolição do Trabalho e Outros Ensaios (1985), Fogo Amigo (1992), Abaixo do Subterrâneo (1994) e Anarquia Depois do Esquerdismo (1996) e foi um dos pioneiros da divulgação do situacionismo e da crítica à esquerda emburrada em seu país de origem. Sua capacidade singular de criar jogos de palavras, aliada ao seu humor ácido e conhecimento teórico faz dele um dos grandes nomes do anarquismo heterodoxo da atualidade.(N. do T.)
  7. Bolo'Bolo é o famoso livro anti-capitalista e autonomista escrito por p.m. e publicado em 1983 em Zürich, pela editora Paranoid City. (N. do T.)
  8. Movimento internacional de cunho político e artístico, ativo no final da década de 60 que aspirava por grandes transformações políticas e sociais radicais, de tendência marxista e autonomista. Inspirou Maio de 1968 e outros grupos de ação política importantes em todo o mundo.(N. do T.)
  9. Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (1814 — 1876), foi um grande teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX. Responsável pela formulação de uma série de conceitos fundantes do anarquismo daquele período.
  10. Pierre-Joseph Proudhon (1809 – 1865) foi o primeiro pensador a se auto-denominar anarquista. O escopo da influência de seu pensamento é gigantesco até os dias de hoje. Foi também um dos pioneiros a buscar formular uma ciência da sociedade. (N. do T.)
  11. Stephen Pearl Andrews (1812 - 1886) anarquista individualista estadunidense, autor de diversos livros sobre o tema.(N. do T)
  12. Charles Fourier (1772-1837), socialista experimental francês da primeira parte do século XIX, um dos pais do cooperativismo. Crítico ferrenho do economicismo e do capitalismo de sua época, adversário da industrialização, da civilização urbana, e da família nuclear baseada no matrimônio e na monogamia.(N. do T.)
  13. William Blake (1757 — 1827) foi um livre-pensador, poeta, tipógrafo e pintor nascido na Inglaterra. Sua pintura é definida como pintura fantástica. Crítico da pobreza, a da injustiça social, denunciou as agruras decorrentes do poder da Igreja Anglicana e do estado.(N. do T.)
  14. Marquês de Sade, (1740 - 1814) foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava em um hospício, encarcerado por ordem de Napoleão Bonaparte, que se sentiu ofendido com uma sátira que o Marquês lhe escrevera. De seu nome surge o termo sadismo, que define práticas sexuais que prezam por prazer na dor física ou moral de outrem. Foi perseguido tanto pela monarquia (Antigo Regime) como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão(N. do T.).
  15. Friedrich Engels (1820 — 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista(N. do T.).
  16. Piotr Alexeyevich Kropotkin (1842 — 1921) foi um pensador, geógrafo e escritor nascido na Rússia, um dos principais teóricos do anarquismo no fim do século XIX, refletiu acerca do mutualismo, e da formação geológica terra, é considerado o fundador da vertente anarco-comunista (N. do T.).
  17. André Breton (1896 - 1966) foi um escritor francês, poeta e um dos principais teóricos do surrealismo (N. do T.).
  18. Roland Barthes (1915 — 1980) foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo nascido na França (N. do T.).
  19. Nathaniel Hawthorne (1804 - 1864) considerado um dos primeiros grandes escritores dos Estados Unidos, foi o responsável por tornar decisivamente o puritanismo americano um dos temas centrais da tradição gótica. (N. do T.)
  20. Victoria Claflin Woodhull (1838 – 1927) foi uma anarquista estadunidense, articuladora do movimento pelo sufrágio das mulheres em seu país durante o século XIX, tomada como símbolo da luta pelas liberdades femininas, pelo amor livre e pelos direitos dos trabalhadores (N. do T.)
  21. Ranters (literalmente Faladores) era a denominação dada a uma seita inglesa do século XVII, considerada radical e herética por pregar a ideia de que Deus está essencialmente em todas as criaturas, crença que levou seus membros a negar a autoridade da igreja, das escrituras, do clero e seus serviços, conclamando a todos a ouvirem seu "Jesus interior". (N. do T.)
  22. Os seguidores do Antinomianismo acreditam na idéia de que um grupo religioso em particular não possui qualquer obrigação de obediência com relação as leis éticas ou morais definidas por autoridades religiosas. O Antinomianismo é o completo oposto do legalismo, a noção que obediência a um código de leis religiosas é necessário para a salvação. Existiram diversos movimentos antinomianos antes e depois da era cristã. (N. do T.)



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