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O Caos De Um Videasta Parte Um (Baiestorf)

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[1]Bem que eu disse para todos que o fim dos tempos seria o Caos. No meu caso, o Caos já teve seu início com o estranho "Super Chacrinha e Seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha (ou Ainda Bem Que Jimi Hendrix Morreu)" e sua estética anti-globalizada, onde mostro 118 minutos de Caos que se apossou (ou decidiu por se libertar) de meu cérebro. Caos e estranheza para meus poucos amigos, já que considero-o meu filme mais pessoal e de uma estética que não se permite o luxo de ser compreendido e apreciado por muitos humanos. Um filme único para meu público invisível. Carli Bortolanza, o indivíduo que me acompanha de perto nessa viagem repleta de estranhezas, que o diga. Mas estamos apenas mostrando nosso Caos e da maneira que queremos, sem nos preocuparmos com ninguém.

Apesar de nunca ter sentido atração pelo folclore sertanejo, o fim dos tempos fez com que eu sentisse atração pela estética sertaneja. Pela ignorância dos sertanejos. Pela burrice dos sertanejos e suas modas violas. Super Viola e Marcírio fizeram eu compreender um pouquinho as coisas, junto daquela canção do disco-voador, antiguinha, mas com toda a ingenuidade dos sertanejos.

Ritmo sertanejo alojado em minhas velhas obsessões. Todas as variantes da chamada cultura alternativa underground, idigrudi, onde tive meu nascimento. Ou ainda, o vigor dos sertanejos perdido entre as perversidades que os curtas da Caos mostram. Ou seja na magnitude intelectual de "Deus (O Matador de Sementinhas)" ou a perversão proibida de "Mulheres Apaixonadas" ou ainda no interior de minha mente dos tempos de lisergia pesada do "Homem-Cú Comedor de Bolinhas Coloridas" e também, para finalizar ainda com curtas bem ao nosso verdadeiro modo de ser, no inacreditável gore primitivista "Boi Bom", fruto das ameaças que sofri de um grupo de vegetarianos paulistas.

Mas nada como não precisar (ou sofrer pressões para) explicar minha nova obra. Minha mente finalmente liberta, sem barreiras psicológicas. Os que conseguem me acompanhar estão sentados no chão bebericando de suas vidas gulosas por novidades e viagens (desta vez não lisérgicas) cada vez mais estranhas, mas nunca iguais a nada antes já explorado. Quem não acompanha, simplesmente não existe.

Trilha sonora mais densa, profissionalismo afogado com todas as pretenções num bulê de humildade, fidelidade à liberdade individual e cá (ou lá) deslizamos nós rumo ao esquecimento na saleta dos medíocres felizes e livres, algo que vocês nunca poderão experimentar ...


Referências

  1. Escrito durante as filmagens do longa "Super Chacrinha e seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Glauber Rocha" (1997), que dirigi para a Caos Filmes. ( nota de P. B.).


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