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Mais um relato na trilha do um.de.nós

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Um.de.Nós

Há alguns milhares de anos, imprimiu-se uma determinada cultura no mar mediterrâneo. Chamamos hoje e sempre este povo de gregos. Os gregos podiam considerar-se “democráticos” mesmo perante um mundo erguido por estes pela escravidão e submissão de todos aqueles que os gregos não consideravam civilizados como se consideravam a si próprios.

Hoje, quando me deparo com aquelas coisas que chamamos “ciência”, e uso parte destas na elaboração de esquemas pretensamente lógicos capazes de guiar minhas idéias e práticas do cotidiano em meio ao cosmos, percebo que nunca deixamos de habitar uma “democracia a la modelo grego”, e as atitudes consideradas hoje “democráticas”, cada vez mais se parecem perante a fenomenologia e possível lógica para pensar as atitudes humanas abusos de autoridade de uns sobre outros, corroborados por atitudes geradas a partir de desentendimentos, atropelos, e uma geral desestruturação de “ideais” que não deixam de continuarem o mundo de imperialismos do que venha a ser as noções de “maioria” sobre “minorias”. O problema se complexifica quando as “maiorias” são formações artificiais, produtoras de efeitos nefastos sobre todos aqueles que não percebem que a vida melhor que gostariam de ter poderia ser alcançada se, por exemplo, não constituíssem uma “maioria votante”, aquela que não exerce através do voto seu direito e o preserva, mas, pelo contrário, como a “política profissional” no Brasil apresenta, perdem seus direitos de escolha de seus caminhos ao “delegar” a alguém seu dever em controlar (antes de “governar”), sua própria vida.

É curioso eu ter passado diretamente a este assunto, o “voto”, mas vou me mantendo aqui porque isso diz respeito a questão de que cada vez mais estou certo que, mesmo com leis, estatutos, cláusulas, diretrizes e todas as formas que podemos imaginar de organização político-juridíco-institucional mantidas e orquestradas para termos um controle do que venhamos por várias formas chamar de “sociedade”, cada vez mais, enquanto “sociedades”, perdemos totalmente o controle das situações aptas para nosso bem estar em comunitas em detrimento de desejos e anseios arbitrários, normalmente iniciados por nada menos que uma “minoria”, que por coisas como o “voto”, ou outras formas de poderes imperialistas, acabam por tornar estes desejos e anseios arbitrariedades para além de suas próprias escolhas de vida, forçando a estes desejos e anseios aqueles que “não devem ter escolha”.

Foi assim com os povos vizinhos dos gregos. Foi assim com os povos vizinhos dos romanos. Foi assim com os “cristianizados” a força na idade média. Foi assim com os indígenas da América com a chegada dos colonizadores imperialistas da Europa “das luzes”. Foi assim quando os Estados Unidos invadiram o Japão e acabaram com as próprias formas de vida e de governança de lá. Foi assim quando os Europeus recolonizaram a África tomando os territórios dos africanos. Foi assim quando generais e outros militares inescrupulosos venderam o Brasil para corporações norte-americanas através do que uns chamaram “revolução”, outros “golpe de Estado”.

Por fim, chegamos ao Brasil com a mesma “democracia” com a qual inicialmente os gregos fizeram por sucumbir muitas outras formas políticas e sociais de se viver em coletivo. E foi assim que localidades reconhecidas outrora por “sertões”, “ermisidões”, rincões, vales, campos, serros, morros, brejos, várzeas, matos, restingas, campinas e todas outras categorias classificatórias para as usualmente conhecidas “paisagens naturais”, foram e vão ainda hoje progressivamente sucumbindo ao empilhar de aglomerações infra-estruturais, empreendedorismos “n” humanos que cada vez mais, ao invés de uma política estético-discursiva atual generalizada que pensa-se “ambientalista”, cada vez mais nos leva a um mundo futuro possivelmente antropizado de forma totalmente irrefletida em coletivo, totalmente planificado por espaços urbanóides, concretados, asfaltados, abafados, desclimatizados em relação aos movimentos climáticos gerais do planeta, muito maiores que nós, reles mortais humanos indefesos perto da grandiosidade do cosmos.

Não tenho provas, ninguém tem ao certo, se as alterações climáticas que vivemos são fruto de nosso pueril e imaturo descontrole em relação ao estado de desorganização sócio-espacial em que vivemos como um todo hoje no planeta. Se o são, podem ter certeza, esse ritmo de “desenvolvimento”, esses chamados “crescimentos”, só farão nossos filhos viverem um mundo de mais agonias, de mais ódio, de mais descontrole. Se o for, podem também ter certeza: qualquer volta nessa situação será muito, mas muito difícil mesmo, uma vez que nossos ancestrais, e de forma geral, nós mesmos a partir de nossas ações irrefletidas no cotidiano tratamos de quase já exterminar todas as formas de vida diferentes dessa nossa, “ocidental-urbanóide-parasitária-de-colônias-de abastecimento”, campos que hoje nada mais são que distâncias e distâncias de “ração” monocultora, alimentos para uns, de alto padrão de qualidade industrial, para outros, bombas calóricas enriquecidas de doses homeopáticas de DDT, agentes químicos fosforados, e toda gama de venenos utilizados para extirpar toda e qualquer coisa que ouse invadir o território sagrado das hortaliças suculentas e cereais saborosos tomados de toda sorte de pesticidas e agrotóxicos que um químico ousar desenvolver, e os agricultores, como um próprio amigo químico me colocou, abusarem em três, quatro vezes a dose recomendada pelos próprios químicos para ser usada.

Bem, se essa ciranda maluca dos “desenvolvimentismos” por aí afora sobre nossas cabeças governando a todos mais que si próprios podem ter controle sobre suas vidas e ao que estão sujeitos (muitos da chamada e auto-proclamada usualmente “elite” comem a mesma comida e respiram o mesmo ar fétido e poluído das grandes cidades tanto quanto a considerada por estes “ralé”) não tem a ver com o que parece esse “fim da natureza”, se tudo isso nada mais for que o próprio ciclo do planeta, a próxima era glacial, ou algo assim, maior, mas muito maior que nós bestas-auto-proclamadas-civilizadas, ao menos deveríamos nos flagrar, o quanto antes, pois ainda há tempo, penso eu, em de vez em quando ao menos lembrar-se de certos considerados valores humanos, como a própria noção de “sociedade”, e valorizarmos a diferença, ao invés de simplesmente repugná-la sem ao menos saber o porque. Aí digo, aqueles desapercebidos do valor da diferença o fazem por puro descontrole, desconhecimento de valores imperialistas a séculos inculcados em nós, e que precisam e sempre precisaram ser repensados, como a “democracia a la grega”. Porque será que hoje muitos da população da atual Grécia lutam por liberdades em seu próprio país? Procure se informar sobre isso se quiser, mas, por hora, fiquemos com o desrespeito a diferença. Pois se nem argumentando que outros padrões de cultura diferentes dos usuais ocidentais-urbanóides descritos enquanto descontroles sociais podem vir a nos “salvar” de um mundo “descartável”, ao menos poderíamos ter bom senso e respeitar os sentidos que ao me parece sempre são empregados em termos como “liberdade”. Até aonde vai nossa liberdade? Dizem, por aí afora, que é exatamente onde “começa” a do outro. Uma mentira deslavada. Um desrespeito às próprias filosofias que linguisticamente tentam criar sentidos aos termos usados pelos humanos. Todos os fatos históricos que citei anteriormente e muitos outros (toda a história humana nos encontros e fronteiras, por assim dizer), tem mostrado que o sentido mais usual, para além das filosofias, mas no âmbito das práticas, mostram que as “liberdades humanas” - ou ao menos as ditas “civilizadas” - podem muito bem começar a partir do extermínio do “outro”, antes mesmo que este possa começar a exercer as suas próprias liberdades, sem as usuais obrigações de uma “democracia demagógica”, onde “você é livre para fazer tudo aquilo que uma maioria lhe obrigar a fazer”.

Venho, na medida do possível, conhecendo muitos lugares, ao menos ao redor do local onde moro e que desde sempre tenho boas lembranças e más lembranças, Águas Claras. Tive ainda mais raras oportunidades de já conhecer outros lugares do país, ainda muito mais distantes de Águas Claras. Acabo de voltar de mais uma agradável série de pequenas viagens em busca de proximidades com pessoas de que gosto e com quem afino. Esse texto-desabafo-relato deveria talvez ser diferente, mas será no tom do desgosto que tenho em constatar e particularizar cada vez mais a impressão de que o mundo está se tornando um lugar péssimo para se viver. Para além de péssimo, insuportável. Se você tem capacidade de aguentar essa tremenda perda de um sentido para a palavra liberdade, eu não me canso de buscar sentido. E não consigo encontrar que não seja num não-lugar, num algo-horizonte cada vez mais possível, a partir de duas soluções cruciais: a busca de novos-velhos horizontes físicos e imaginativos e uma nova forma de territorialização destes, aliada a um processo de fundamental luta corpo-a-corpo contra o mesmismo-ocidentalizante-arrogante da indiferença ao outro.

A partir destes dados e percepções, continuo o relato partindo de um esboçar da própria situação em que me encontro quando não estou viajando, quando não estou em outras moradas. Águas Claras é uma de minhas moradas atualmente. Talvez uma das principais. Aqui não é diferente do que vi com meus próprios olhos por aí afora e do que coleto a partir do que chamamos “história” e “cultura”. Hoje, cada vez mais assisto progressivamente a morte de uma Águas Claras, e o surgimento de outra.

Foi assim quando, aos meus quatorze anos, treze, um certo sujeitinho patético que um dia ousou se considerar “governador” de um povo – pode ter certeza, nunca me governaram - fixou uma enorme holliwodiana marqueteira placa anunciando a vinda de “investimentos” para a localidade. E foi assim que uma certa “cervejaria” imperialista passou a usar a água do subsolo, patrimônio de todos, para fornecer a preços módicos uma cerveja industrial, que gostem ou não, pode vir a comprometer o abastecimento de água potável da própria população da região, estabelecida ali muito antes da tal fábrica. Mas bebam sua cerveja de cereais baratos envenenados e até muito provavelmente “repolho”, como muitos dizem, e qualquer outra substância que fermente em quantidades absurdas. Bebam, sem nunca ter apreço por entender como as coisas chegam até vocês. Lambuzem-se como senhores romanos vitorianos em suas festas de bebedeiras enquanto povos e povos eram sucumbidos a uma só lei, a uma só ordem, e assistam ao fim de um império, sucumbido na própria ganância, explodido internamente por conflitos e mais conflitos gerados por povos que nunca desistiram de todas as noites possíveis sitiar uma Roma de luxo e lixo.

Eu gosto muito de Águas Claras, mas não sei se gostaria que jorrasse cerveja barata de minha torneira um dia em lugar da água limpa e não clorada que ainda bebo aqui. Nada contra a beberagem coletiva e euforia humana proporcionada pelas benéces da chamada “mãe-natureza” e seus derivados, mas ao menos exijam qualidade, e não às custas da vida do planeta. Porque poucos percebem que estamos aqui para mais do que isso? Para mais do que nos lambuzarmos com artífices fetichistas com diferentes nomes que sai de uma mesma coisa? Foi assim também quando “governadores” – sejam estes em quaisquer instâncias – permitiram que um patrimônio público, um considerado outrora “bem da união”, um artefato de uso e interesse, a princípio, coletivo, viesse tornar-se um empreendimento particular capitalista, de caráter medievo e feudal, uma vez que um “pedágio”, um posto “tarifário” veio a separar, como na minha situação, pais e filhos. Uma vez que uma denominada “praça de pedágio” fora instalada em plena rodovia pública, assisti impotente à separação entre eu e minha família, moradora do que virou “o outro lado do pedágio”. Assim, o que era uma via de acesso direto de meus pais a mim e vice-versa, tornou-se uma forma de arrecadação monetária de alguém. Cada vez que minha família, ou eu, fossemos nos encontrar, alguém deveria pagar a alguém para fazermos isso. Obstrução do livre direito de ir e vir. E isso acima mesmo do que os norte-americanos inconseqüentes venderam junto aos veículos motorizados, mais um entre os discutíveis aqui sentidos de liberdade, no caso, de ir e vir. Não tentem, aqueles que quiserem, me explicar nada. Ninguém foi restituído do capital da nação dispendido para a construção de mais esse “bem da união”, muito menos os Impostos sobre os veículos automotores, responsáveis pela arrecadação para manutenção da estrada “bem da união”, foram reajustados para “menos o que” o empresário agora “arrecada” e deveria investir na estrada que tem “concessão”... para mim, mais uma burocratizada pela “democracia”, apropriação indébita.

Foi assim quando há certo tempo percebi que não tenho segurança ao deixar à mesma estrada e buscar o acesso a minha casa porque caminhões toneládicos carregados com areia de areais devastadores fizeram do acostamento e via de acesso às ruas adjacentes a estrada uma concentração de buracos e mossorocas. Sim, o acostamento inexiste em diversos trechos, ou é impraticável devido a caminhões que destroem diariamente patrimônio que, por fim, deveria ser público. Não sendo público, deveria ao menos pelas ditas leis, ser mantido por quem tem a concessão, mas, provavelmente, se alguém tivesse que diariamente consertar a estrada, por certo ninguém agradaria-se de ser “concessor” desta, que não geraria nenhum lucro não é mesmo? Até um dia em que alguém guie um carro em direção aqueles buracos, capote ou coisa parecida, e alguém talvez, assim, simplesmente, perca a vida. Fatalidade, mais uma fatalidade, mais uma “borboletinha demagoga pela vida”. Não. Imprudência de uma dita “sociedade” descontrolada para com o Zen, para com o Equilíbrio primário, para com a Harmonia, para com a Organização, e controlada para a desigualdade, que não é “diferença”, que é exploração, roubo, morte, colonização de liberdades perdidas. Sociedade de controle. Sociedade de massas. Sociedade do Espetáculo. O Espetáculo, para mim, agora, são vocês, aqueles que não conseguem sentir-se bem de noite sem ter tirado vantagem de alguém ou de algo durante o dia. Patéticos. É assim que desprezamos a nós mesmos, permitindo que velhos demagogos gananciosos alimentem seus potes de ouro girando seus “drinks de luxo”, “coisa fina”, enquanto tomamos cerveja de casca de arroz com nomezinho diferente em cada rótulo, que sai do mesmo lugar, que é sempre a mesma coisa.

Foi assim quando os “condomínios” começaram a interferir em minha vida e em meus padrões lógicos de entendimento e relacionamento com o mundo e suas coisas aqui em Águas Claras. Outrora refúgio da família da “correria da urbe”, em um só toque o chalé de madeira feito por meus pais, no qual passei bons momentos na companhia de familiares e amigos, todos parentes por afinidades, rodeado pelos arvoredos cultivados e respeitados por meus pais durante anos, local onde seres de matas puderam tornar a coexistir em um meio desterritorializado enquanto campo de cultivo de gado, e reterritorializado enquanto pequena morada considerada “de campo”, tornou-se alvo de críticas e comentários pejorativos entre “vizinhos” de uma vizinhança que, na maioria das vezes, trazem as coisas da urbe, ao invés de procurarem um refúgio destas. É sempre a mesma coisa.

Chega do mesmo. Porque não “escapo” de Águas Claras? Porque não vou para outro lugar, simplesmente ir, buscar um outro espaço, aonde a urbe ainda não chegou? Por causa do “ainda”. Não podemos fugir. Mesmo idealmente, apenas alcançando avanços em nós mesmos e nos nossos, devemos fazer os dois movimentos. Criar os não-lugares comuns lá, no “ainda não”, e aqui, no “em pleno crescimento e expansão capitalista”. Porque as receitas são simples. Se você fugir para criar seus filhos em Maquiné, ou qualquer outro ainda lugar bonito por si só, só passará o problema a seus filhos, aos que vierem depois de nós. Enquanto eu ficar, durante o “aqui estou”, posso, e podemos, também montarmos nossa “sociedade de controle”. Sem atravessadores de voto, sem espetáculos fetichistas democra-gógicos, sem politi-coolers-drink-maníacos. A hora é sempre. O lugar é o todo. Depois de Marco Pólo, e todos como ele, o longe se tornou perto, o tempo-todo, a todo-lugar. Não podemos “fugir”. A escapada se dá mesmo em um “condomínio”, quando permito que os passarinhos construam seus próprios puleiros, comendo-devolvendo sementes à terra que trazem árvores, sombra, umidade, e bichinhos a uma terra que ao lado, no pátio ao lado, pode estar calcinada e condenada há passar seus dias como um gramado verde-escravo-pingo-douro-paisagista-antrópico. Mas também devemos preocupar-se com o sempre-a-frente, buscando territorializar-se sim nos além mundo-cão, nos além poluição visual, sonora, urbanocêntrica. A melhor tática pode ser as válvulas de escape, o criar mundos, e para isso, é inegável termos horizonte, paisagem, verde, vida, céu.

Mas não, digo por mim, não devolverei nenhum pedaço de espaço aos desenfreados descontrolados especuladores e demais profanadores de solo sagrado. É hora do WAR, é hora agora do nosso jogo, é hora de conquistarmos o maior número de territórios para o lado daqueles que buscam Harmonia, Equilíbrio, Holismo, Organização, o Zen e a Arte. Não podemos nos intimidar perante uma sociedade de controle falida em si mesmo e esquizofrênica que definha em modus operandis arrogantes e apriorísticos.

As soluções virão nos eternos deslocamentos tempo-espaciais por entre a realidade, o mundo dos reais, daqueles que estão e deixam-se estar abaixo dos reis de coisa nenhuma, dos reinos de ninguém e dos usurpadores, e entre o mundo protópico, o proto mundo que estamos criando detalhadamente a cada nova busca, a cada nova substrução, a cada nova conquista de espaço, seja de idéias, seja de paisagens, até o dia em que os deslocamentos constantes se darão entre as terras-livres, os territórios libertários-libertados, as redes rizomáticas de boas novas, pluritécnicas, tecnologias limpas e mais sensatas, coletivizações, satisfações do hoje-nosso mais difícil estado da matéria mesmo em corpo: O ZEN-HOLISMO-ANTI-CAPITALISTA.

Boa Viajem à tod@s. Seguimos na trilha daqueles que ousam sonhar e fazer.

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