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Introdução (Alegria Armada)

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Alegria Armada
Alfredo M. Bonanno

Este livro foi escrito em 1977 no momento em que as lutas revolucionárias ganhavam espaço na Itália daquele tempo, e aquela situação, agora profundamente diferente, deve se ter em mente quando o lê-mos hoje.

O movimento revolucionário incluindo aquele de aspiração anarquista estava em uma fase de desenvolvimento que qualquer coisa parecia possível, mesmo a generalização da luta armada.

Mas era necessário protegê-lo do perigo da especialização e militarização que uma minoria restrita de militantes tentavam impor aos dez mil camaradas que estavam lutando de todas as formas possíveis contra a repressão e contra aas tentativas do Estado - ainda fraco demais para dizer a verdade - para reorganizar a administração do capital.

Esta era a situação na Itália, mas algo semelhante estava acontecendo na Alemanha, França, Gran Bretanha e em todos os lugares. Parecia essencial para previnir as muitas ações levadas a cabo contra homens e estruturas de poder por camaradas que a cada dia esboçavam a lógica planejada de um partido armado como as Brigadas Vermelhas na Itália.

Este é o espírito do livro. Mostrar como uma prática de libertação e destruição precisa vir acompanhada de uma divertida lógica de levante, não uma mortal rigidez esquemática dentro dos canones pré-estabelecidos de um grupo diretor.

Alguns destes problemas já não existem mais, eles foram resolvidos através de duras lições da história. O colapso do socialismo real derrepente redimensionou as ambições dirigentes de marxistas de todas as tendências para melhor. Na outra mão isso não extinguiu, mas possivelmente inflamou, o desejo por liberdade e o anarco-comunismo está surgindo em todos os lugares especialmente entre as gerações mais jovens, em muitos casos sem recorrer aos tradicionais símbolos do anarquismo, seus slogans e teorias também foram consideráveis como uma compreensível mas não compartilhada recusa entranhada a ser afetado por ideologia.

Este livro voltou a estar entre os tópicos novamente, mas de uma forma diferente. Não como uma crítica a pesada estrutura monopolizada que não mais existe, mas por poder apontar as capacidades potenciais do indivíduo em sua trajetória, com alegria, para a destruição de tudo aquilo que o oprime e o regula.

Antes de terminar gostaria de mencionar que o livro foi condenado a ser destruído na Itália. A Corte Suprema Italiana ordenou que ele fosse queimado. Todas as bibliotecas que possuíam uma cópia receberam uma circular do Ministério de Assuntos Domésticos ordenando sua incineração. Mais de uma biblioteca se recusou a queimar o livro, considerando tal prática como digna dos Nazistas ou da Inquisição, mas por lei o volume não poderia ser consultado. Pela mesma razão o livro não poderia ser distribuído de forma legalizada na Itália e muitos companheiros tiveram suas cópias confiscadas durante uma vasta onda de batidas e invasões levadas a cabo com esse propósito. Eu fui sentenciado a dezoito meses de prisão por escrever esse livro.


Alfredo M. Bonanno
Catania, 14 de julho de 1993


Alegria Armada
Introdução (Alegria Armada) Capítulo I (Alegria Armada)

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