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Desemprego

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Receitas Para o Desastre
CrimethInc


InstruçõesEditar

Existem muitas boas razões para não vender o seu trabalho no mercado. Talvez você não goste do uso que estão dando a esse trabalho: transformar florestas em aterros, perpetuar o trabalho infindável como um estilo de vida, concentrar riqueza nas mãos de uns poucos predadores. Talvez você tenha uma idéia melhor de como essa energia deveria ser utilizada, e nenhuma corporação ou organização está lhe oferecendo um salário para fazer o que você acha que precisa ser feito. Talvez você seja um desses perigosos hedonistas que de alguma forma colocaram na cabeça que a vida deve ser divertida e emocionante. Infelizmente, saber porque você quer ficar desempregado é a parte fácil. Existem também razões pelas quais a maioria das pessoas que odeiam seus empregos continuam neles: elas têm contas para pagar, elas não sabem outra forma de conseguir o que precisam, elas não conseguem imaginar o que mais fazer com a sua vida, elas não querem ser párias.


Até algum ponto, essas são preocupações válidas, e quanto mais todo mundo os aceitar como fatos inevitáveis da vida, mais eles se tornam exatamente isto. Ao mesmo tempo, e na mesma medida, variando para cada pessoa de acordo com as duas circunstâncias individuais, elas são ameaças vazias. Somente testes rigorosos podem determinar onde a necessidade termina e começa a superstição.


Você pode conseguir o maior número de cartões de crédito possível, gastá-los até o seus limites comprando materiais úteis, e então declarar falência. Melhor ainda, junte um grupo de pessoas que se comprometam a ajudar uns aos outros: cada ano um de vocês irá se encher com enormes dívidas pagando pelas necessidades do grupo, e então declarar falência. Deve haver pessoas suficientes no grupo para cobrir os anos até que o período de falência de um participante termine e o processo possa se repetir.


Saltar fora da economia de trocas não precisa ser tudo ou nada: existem muitos níveis que se pode praticar, e muitas formas de o fazer. Você pode trabalhar meio turno, ou um trabalho de turno integral que lhe possibilite fazer no trabalho algumas das coisas que você queria fazer. Você pode conseguir um emprego que lhe forneça acesso a um recurso que você ou outras pessoas da sua comunidade precisam, e tirar proveito da situação para redistribuir um pouco de riqueza. Você pode trabalhar por de vez em quando, financiando longos períodos de desemprego através de pequenos períodos de escravidão salarial intensa. Você pode negociar o seu trabalho diretamente pelos bens que você precisa, ao invés de trabalhar por dinheiro. Você pode tentar ser autônomo, apostando que o mercado será um chefe menos abusivo que um empregador seria.


Ou, se nenhuma pessoa depender de você para viver, você pode largar o trabalho completamente e se declarar abertamente em guerra contra o capitalismo em todos os frontes. Seja qual for a abordagem que você escolher, os mesmo princípios básicos se aplicam.


O Que Você Não PrecisaEditar

Poucas pessoas iriam para o trabalho se elas não precisassem do pagamento para comprar as coisas que necessitam — então quando você estiver pensando em como se emancipar da escravidão assalariada, a primeira coisa a fazer é descobrir o que você não precisa.


Quando você pensa sobre as suas compras, você pode ficar surpreso com quantas delas são coisas que não têm nada a ver com sobrevivência nem mesmo com fazer você feliz. O que você não precisa? Você não precisa daquelas besteiras que você compra quando sai de férias, e você talvez não precisasse daquelas férias caras se o seu cotidiano fosse mais satisfatório. Você não precisa daquele refrigerante que bebe toda tarde, e se você parar de bebê-lo você pode também não precisar ir ao dentista com tanta freqüência. Você não precisa de um guarda-roupas com uma roupa diferente para cada dia do mês, e se você não vai ao seu trabalho no escritório ou no shopping, você pode não precisar comprar as roupas da moda antes que as roupas mais velhas comecem a dar sinais de uso.


Quando estiver viajando, você pode lavar as suas roupas no saco à prova d'água no qual veio o seu saco de dormir.


Limite a quantidade de publicidade a que você se expõe — essa é a propaganda do consumo absurdo, e ela pode influenciar seus gostos e tendências mesmo que você esteja consciente dela. Suspeite dos padrões sociais de moda, beleza e higiene, especialmente aqueles que exigem que você gaste dinheiro em cosméticos, dietas e desodorantes. Na verdade, suspeite de todas as convenções culturais que necessitam de algum tipo de consumo: caros ingressos de esporte ao invés de jogos no parque, receitas de Prozac ou terapia cara ao invés de redes de apoio emocional, ficar atualizado com a cultura pop ao invés de partir nas suas próprias aventuras. Minimize os seus vícios: cigarros, álcool e cocaína irão lhe manter preso no ciclo do emprego e consumo se você não conseguir se livrar da sua dependência deles. Se console: quanto menos você trabalha, provavelmente serão menos necessárias as indulgências que você antes precisava para tornar a vida suportável. Tente associar as formas que você encontra a felicidade e os modos como você avalia o seu valor com a sua vida diária, ao invés de com o que você possui.


Quando você se mudar para um lugar novo, você pode conseguir os pratos, copos e talheres que você precisar em uma lanchonete ou restaurante próximos; lembre-se de devolvê-los quando você for embora — reduza, reutilize, recicle! Faça a mesma coisa com travesseiros e cobertores de avião, se você possuir um bilhete de ida e volta — ajudará você a viajar com menos bagagem. Imagine os comissários de bordo tentando descobrir como um travesseiro ficou tão sujo em umas poucas horas, quando eles o encontrarem depois do seu vôo de volta!


Transporte pode ser um grande desafio, a menos que você viva em uma cidade pequena ou num bairro auto-suficiente. Bicicletas são o melhor e mais barato meio de transporte, e depender do transporte público também pode ajudar a economizar uma grana, embora em algumas áreas esses métodos de deslocamento sejam difíceis ou indisponíveis. Entretanto, pode ser que o principal motivo pelo qual você precisa de um carro seja para ir ao trabalho todo o dia, e se você puder reestruturar a sua situação de emprego, o carro que você tinha para ir ao trabalho que pagava por ele se torna desnecessário. O mesmo vale para as suas ambições — se você quer crescer para ser um influente executivo, você terá que gasta sete anos e sete mil reais para conseguir diplomas, mas se é uma vida de liberdade e aventura que você quer, é melhor você começar a investir nela agora mesmo. A pressão para entrar na universidade é parte do jogo extorsivo — eles dizem que você precisa ir à faculdade para conseguir um emprego, mas depois que você estiver atolado em débitos de empréstimos estudantis, você tem que conseguir um emprego porque você foi para a faculdade. Você pode usar as bibliotecas e conversar com os professores de graça, e se realmente tiver dinheiro para gastar, será que ele não poderia ser utilizado para algo mais útil?


Você pode ficar um pouco mais quente naquelas noite muito frias comendo alimentos com alto teor de gordura mais ou menos uma hora antes de ir dormir. Pode também ajudar inverter as camadas da sua roupa, para que a que ficar em contato com a sua pele não esteja tão úmida de suor. Não importa quão frio esteja, não durma com mais de dois pares de meias — elas irão trancar a sua circulação, e sem circulação nenhuma roupa irá deixar seus pés quentes.


Se você já contraiu enormes dívidas com companhias de cartão de crédito ou com empréstimos estudantis e você tem medo de que terá que passar o resto de sua vida trabalhando como escravo para pagá-las, nada tema. Com todo o tipo de débito, menos débitos estudantis, você pode declarar falência, ou simplesmente se recusar a pagar até que os cobradores se contentem com uma fração da dívida original. Se você está de saco cheio de ter os cobradores atrás de você, peça pelo endereço da empresa de cobrança, como se fosse mandar pagamento, e então envie uma carta proibindo eles de entrarem em contato com você novamente; guarde uma cópia, pois isso pode servir como prova no tribunal para eles serem obrigados a deixar você em paz. Empréstimos estudantis seguem valendo mesmo quando você declara falência, mas você pode conseguir pagá-los com cartões de crédito e então dar o calote na conta do cartão de crédito. Se isso não for possível, ainda há esperança. Você não pode ser preso por não pagar suas dívidas, exceto em casos de sonegação de impostos. Se você não tiver propriedades que possam ser confiscadas ou uma renda que possa ser bloqueada, nenhum cobrador pode tocar em você. Junte-se a um coletivo ou a uma comunidade, na qual nenhuma de suas propriedades esteja no seu nome e a sua renda seja muito diminuta ou muito obscura para eles irem atrás dela. O seu crédito pode ficar arruinado no mercado, mas enquanto a sua credibilidade com a sua comunidade estiver firme, você não precisará de nenhum novo empréstimo. Isto pode parecer assustador, mas você tem que traçar a linha em algum lugar, e quanto mais de nós continuarem pagando, mais dinheiro os nossos inimigos terão para nos obrigar a pagar.


Como Conseguir O Que Você PrecisaEditar

Por mais que você limite o seu consumo, sempre existirão coisas que você precisa. Nunca tenha medo — você vive em uma sociedade que esbanja muito. Existem inúmeras maneiras de se obter e compartilhar os recursos que você precisa.


Em primeiro lugar, pense na hipótese de viver coletivamente. Isso pode significar se juntar com uma comunidade intencional, ou apenas compartilhar coisas com seus amigos. Quanto mais vocês compartilharem, menos cada indivíduo terá que investir em ser auto-suficiente. Quanto mais vocês compartilharem os seus recursos, maiores serão os investimentos que vocês poderão fazer juntos — talvez vocês possam até comprar um terreno.


Consiga coisas usadas em briques e em classificados ao invés de comprá-las novas. Aprenda como consertar os pertences que você já possui, para que você não precise substituí-los tão cedo.


Você pode se matricular para ter aulas em uma faculdade para conseguir uma carteirinha de estudante legítima, e cancelá-la imediatamente para receber o seu dinheiro de volta. Com a sua carteirinha você pode usar as instalações da universidade e talvez até usar transporte de graça.


Estimule os seus familiares a passarem adiante as coisas que não lhes servem mais e faça o mesmo. Pegue emprestado dos seus amigos e vizinhos, encoraje-os a pegar coisas emprestadas de você — isto ajuda a construir relacionamentos*, como também ajuda a economizar dinheiro e desencoraja a super-produção. Nem todo mundo precisa ter um kit completo de ferramentas de carpintaria, uma panela de fondue e equipamento de ginástica — um por bairro deve ser o suficiente. Utilize ou crie um banco de ferramentas, utensílios de cozinha, livros, discos e tudo mais que você consiga pensar. Faça uma vaquinha e compre materiais para todos compartilharem. Crie um programa de cooperativa, para que as pessoas possam comprar comida e outros bens em grandes quantidade a preço de atacado. Negocie diretamente com os produtores, como em programas de agricultura apoiados pela comunidade no quais os lares compram diretamente dos fazendeiros. Negocie bens e serviços ao invés de trocar por dinheiro.


Tire vantagem de recursos públicos existentes: vá até a biblioteca para conseguir livros e vídeos ao invés de comprá-los ou alugá-los, vá a galerias de arte ao invés de ao cinema. Investigue quais programas grátis estão acontecendo — o estado da Pensilvânia, para dar um exemplo improvável, oferece aulas grátis de motociclismo.


Construa infraestruturas locais para distribuir coisas que as pessoas precisam (veja Comida-Não-Bombas e Coletivos de Bicicletas). Organize festas e festivais regularmente — por exemplo uma "Feira Realmente Livre" (veja Festivais) todo mês — ou estabeleça um espaço permanente como uma loja livre (veja Distribuição, Bancas e Informação), para que os materiais possam ir para quem precisa deles. Organize mostras gratuitas de filmes. Organize eventos culturais e sociais que cobre um ingresso proporcional à renda da pessoa.


Utilize os serviços que as corporações oferecem aos seus clientes, como cortadores de papéis em casas de fotocópias. Aproveite computadores, telefones de livre acesso e tudo o mais do tipo em universidades, empresas e centros comunitários. Infiltre-se no refeitório da universidade e contrabandeie quantidades enormes de comida do bufê. Fique de olho aberto para materiais que você precisa que vêm de graça com outros serviços, como as duchas quentes que você pode tomar aproveitando um dia de teste para ser sócio em um spa, ou o jantar chique que você pode conseguir barato em um cassino, mesmo que não esteja apostando. Participe de visitas guiadas em fábricas de alimentos, só pelas amostras grátis. Pegue carona em atividades que iriam ocorrer com ou sem você: entre clandestinamente em trens de carga, assista aulas em universidades.


Não tenha medo de pedir as coisas (veja Pegando Carona). Você pode espalhar cartazes para conseguir coisas que as pessoas podem ter mas não usam mais nos classificados de jornais locais — tinta, pianos, bicicletas, sucata. Você pode ligar para empresas e perguntar se eles têm sobras, ou se eles querem apoiar uma organização comunitária com uma doação de materiais. Faça bom uso do lixo da sua sociedade (Veja Revirando Lixo). Familiarize-se com todos os ferros-velhos, lixões, aterros da sua região. Utilize espaços abandonados (veja Okupa e Resiste).


Tudo que você puder, faça você mesmo (veja Instrumentos Musicais e Como Construir um Fogão-Foguete). Faça um jardim, construa prateleiras com madeira descartada em obras e entulhos. Se você precisa de serviços médicos, existem postos de saúde e clínicas de baixo-custo que podem lhe atender, e existem formas de conseguir tratamento de graça em hospitais privados (veja Cuidados com a Saúde); você também pode aprender formas de medicina e terapia faça-você-mesmo.


Você pode construir um sistema de reaproveitamento de águas cinza para reutilizar a água que sai das pias e chuveiros — por exemplo, para irrigar o seu jardim, ou para virar nos vasos sanitários ao invés de utilizar água limpa para dar descarga. Para começar de uma forma bem simples, apenas ponha baldes sob as pias, abra o cano sob a pia e vede o cano de saída que vai para a fossa séptica.


Você pode captar água da chuva através de calhas no seu telhado, e redirecionar a água para um tanque. Instale uma bomba no tanque, faça uns canos na sua cozinha, e com uns poucos ajustes você terá água corrente.


Pegue e leve: canetas, marcadores, fósforos, papel higiênico, fita adesiva, envelopes, pratos e talheres, tudo que não estiver preso no mundo corporativo. Engane os seus inimigos: apareça em restaurantes chiques com papéis falsos, explicando que você está lá para uma revista famosa para escrever um artigo sobre o restaurante. Escreva para corporações pedindo por substituições para seus produtos — você comprou um item com defeito. Roube de corporações (veja Yomango) — isso vale ainda mais se você trabalha em uma.


Se você tiver que arranjar um emprego, forme um sindicato com os seus colegas de trabalho. Ele não precisa nem mesmo ser parte de um sindicato maior — uma associação informal, até mesmo secreta, capaz de organizar greves não-oficiais, pode ser suficiente.


Você pode procurar benefícios, mas não se perca no mundo da burrocracia. Existem programas de bem-estar social, mas não utilize eles a menos que você precise muito — eles têm muito poucos recursos para muitas pessoas necessitadas. Se você tiver que comprar algo, compre de comerciantes locais e independentes, que você respeite, se possível.


  • — O autor, um homem branco de classe média que abandonou o colégio, vivia em um gueto onde predominavam moradores negros no qual a sua casa era a única da rua com um telefone que funcionava. Os vizinhos vinham para usar o seu telefone sempre que precisavam fazer uma ligação. As únicas outras pessoas brancas vivendo no bairro, uma república de estudantes universitários do sexo masculino, não eram tão liberais com os seus recursos, e freqüentemente eram invadidos e roubados; entretanto, quando o autor sem pensar deixou o seu computador portátil no jardim na frente de sua casa uma noite, ele ainda estava lá de manhã.


Como Passar as suas Férias PermanentesEditar

Não trabalhar é apenas metade da guerra, e não é nem a metade mais importante. O que realmente importa é o que você vai fazer no lugar do trabalho.


Vivendo em uma sociedade na qual é o mercado quem determina a maior parte do que fazemos com o nosso tempo, poucos de nós estão preparados para agir sem orientação. Sem escola, trabalho ou compras para ditar nossas horas, nós podemos facilmente cair na inércia. Geralmente é mais fácil identificar as coisas que você adoraria estar fazendo quando você está ocupado demais para fazê-las do que quando você não tem nenhum compromisso. Você só descobre o que lhe interessa ao interagir com o mundo, e numa sociedade capitalista, o emprego e o consumo parecem ser as únicas formas de interação. Ao eliminar elas, substitua-as imediatamente por novos projetos, por coisas que você sonhou em fazer quando você não tinha tempo livre.


Você pode dormir na rua — espalhar papelão quando você dormir em gramados, calçadas e outros lugares ajudará você a ficar quente e seco. Em caso de chuva, procure por um terminal de ônibus 24 horas — é menos provável que eles lhe ponham para fora lá do que se você dormir em um restaurante 24 horas — ou investigue se existe alguma sala ou armário no qual você possa esperar até que a biblioteca pública feche.


Talvez você não saiba o que você gostaria de estar fazendo, você só sabe o que você não quer fazer. Não entre em pânico se você procurar pelos desejos do seu coração e acabe de mãos vazias; esses desejos se desenvolvem na ação, não na ruminação. Seja voluntário em grupos comunitários, cuide de crianças, cuide de animais, construa casas, organize festivais, colha frutas e asse tortas para heroínas e heróis desconhecidos, recrute mais guerreiros para a luta anticapitalista. Assuma projetos, tanto imediatos quanto a longo prazo — qualquer uma das práticas descritas neste manual valem a pena ser tentadas. Faça um projeto de se divertir, também: desenvolva suas habilidades culinárias, invada banheiras de hidromassagem e saunas, passe horas arranjando jogos elaborados e caças ao tesouro para as pessoas que você gosta. Aprenda sobre novos assuntos e diferentes línguas. Parta para explorar áreas — espaciais, sociais e intelectuais — em que você nunca tenha entrado antes. Ponha em prática todas as idéias que você tiver, mesmo as mais ridículas. Fique ocupado, estipule prazos, mantenha as suas habilidades de gerenciamento de tempo afiadas para que você não caia no torpor. Assuma tarefas, por mais desafiadoras que sejam, que lhe darão um sentimento de realização e colaborem com o seu embalo pessoal; da mesma forma, não vá atrás do fracasso — comece com objetivos dentro do seu alcance, e fique mais ambicioso com o passar do tempo.


Você pode fazer um aquecedor de mãos de bolso enchendo um saco de tecido com feijões secos com milho ou arroz e pondo-o no microondas; ele deve manter o calor por algumas horas, e se você ficar com fome, você sempre pode cozinhar e comer o seu aquecedor de mãos.


Não fique sozinho — faça questão de estar ao redor de pessoa que manterão você ativo. Assim como é muito mais fácil de suprir as suas necessidades práticas coletivamente, é infinitamente mais recompensador se divertir fora do mercado com amigos. Na melhor das hipóteses, você será parte de toda uma comunidade de pessoas se libertando do paradigma do trabalho, todas apoiando os esforços das outras. Ao mesmo tempo, não abandone a sua antiga comunidade por uma extremamente mais radical — descubra o que você pode fazer para radicalizar a comunidade de onde você veio. Crie estruturas que alimentem as atividades: não apenas tente se educar no isolamento, estabeleça um grupo de leitura para que você tenha motivos para ler e discutir um texto toda semana.


A Vida no ExílioEditar

Desemprego de turno integral não é para os fracos de coração: de acordo com os padrões desta sociedade, o desemprego é equivalente à preguiça, e ambos são malignos e rejeitados. Em todo lugar que você for, tudo que você fizer, haverá implicações que você vale menos que os outros porque você não faz tanto dinheiro nem ocupa um lugar na hierarquia. Mas não é você quem está poluindo a água e o ar, explorando os menos privilegiados, ou ostentando privilégios injustos — em um mundo indo a caminho da aniquilação, a própria preguiça pode ser um serviço à humanidade e a todos seres vivos. Não tenha vergonha do que você está fazendo com a sua vida: grite aos quatro ventos, insista para que as pessoas se juntem a você ou apóiem você, enfatize que o desemprego recompensador é a vanguarda de um novo estilo de vida. Esteja sempre em contato com pessoas que entendem o que você está fazendo e vêem o que há de belo nisso, e sempre encorajem um ao outro.


Você pode ficar quente no inverno forrando a parte de dentro das suas roupas com plástico; isso funciona melhor se você colocar a camada de plástico diretamente sobre a sua pele, embora isso vá fazer você suar muito.


Você pode usar um balde como privada; simplesmente jogue serragem, palha ou outro material orgânico seco depois de usar.


Busque formas de ficar conectado ao resto da sociedade, para que você não fique isolado em um gueto esquecido. Não deixe os laços que você tem com as pessoas que ainda estão na economia se atrofiar; você precisa delas para se lembrar de como é a vida para todos os outros, e elas precisam de você para saberem o que mais é possível. Encontre projetos e papéis sociais que lhe coloquem em contato com trabalhadores. Se você estiver pronto para a responsabilidade, organize um sindicato dos desempregados, para que você possa unir esforços com os milhões que estão desempregados mas não por opção própria; coloque os recursos e o conhecimento que você desenvolveu à disposição de todos, aprenda com suas histórias e sabedoria, e trace uma estratégia com a qual aqueles que estão no fundo desta sociedade possam virá-la de cabeça para baixo.


Se você conseguir uma senha com um aluno, você pode conseguir usar os computadores na universidade da sua cidade para tudo, desde e-mail até imprimir panfletos.


Se você estiver viajando e precisar de água, você pode abrir as torneiras exteriores de postos de combustível e de muitos outros prédios com uma boa chave de boca. Essas torneiras geralmente possuem um ou dois tipos de maçanetas que podem ser encaixadas nelas para operação; você pode levar os dois tipos de maçanetas consigo, para acesso garantido à água, caso elas tenham sido removidas.

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