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Da Cultura da Vitrine até o Underground

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O Decrépito Charme da Burguesia
A Conquista da Bolsa de Nova York


"Cultura? Ah! É o produto que querem a gente compre acima de todos — aquele que nos faz pensar que precisamos de todos os outros." — Marilyn Monroe, na sua carta de suicídio

"Quando eu ouço a palavra cultura, já pego minha carteira." — Ayn Rand, explicando como ela iniciou a subir na "hierarquia" social


Da Cultura das Vitrines até Abaixo do Underground


O problema da cultura foi primeiro mencionado, há mais de oito décadas, pela publicação Dadá Icarus Was Right:

"Cultura: a) as crenças habituais, formas sociais e características materiais de um grupo racial, religioso ou social. b) um conjunto de atitudes, valores, objetivos e práticas compartilhadas que caracterizam um grupo definido.

"Esperançosamente fique óbvio, depois de ler a definição acima, que cultura, qualquer cultura, é inerentemente ruim e problemática. Quem quer ter que se conformar, e forçar outras a se conformar à pensamentos e valores pré-definidos de um "grupo racial, religioso ou social"?"



O que o autor estava argumentando neste artigo era uma crítica à maneira que as tradições formam nossas vidas. "Cultura", qualquer uma, é formada pelas tradições e pelos padrões das ações e interações passados de uma pessoa para a outra. Isto é, cultura, propriamente dita, consiste de limitações prescritas sobre as ações, interações, e até pensamentos dos seres humanos. Estas limitações podem ser beneficiais — por exemplo, quando elas contém informações úteis para a realização de tarefas práticas como cozinhar — mas elas também pode limitar os seres humanos de maneiras perigosas. Cultura pode ser tão benigna, como no caso da culinária tradicional Italiana, e tão repugnante, no caso de sexismo e racismo (especismo também) que é uma parte fundamental de muitas sociedades. Então, é fácil ver como "cultura", por essa definição, poderia ser adversa à felicidade humana.

Mas a cultura, de modo geral, é sempre uma fenômeno perigoso, não apenas quando ensina pessoas a serem sexistas e racistas — porque toda cultura ensina certos valores e modos de fazer as coisas, prescrevendo-as como se fossem certas para todo mundo, sendo que os seres humanos são todos diferentes e possuem necessidades diferentes. Qualquer cultura pode ser certa para algumas pessoas durante determinado momento de suas vidas, mas nenhuma cultura é certa para todos — e, já que as pessoas mudam, não há garantia que uma cultura em particular será certa para uma pessoa durante toda sua vida. É claro que é impossível erradicar a cultura de nossas vidas - tudo que somos é resultado dela: sem ela, nós não teríamos nem linguagem/idioma, não seriamos capazes de pensar sobre o mundo da maneira que fazemos. Além disso, existem muitas coisas boas, além da linguagem/idioma e do desenvolvido uso de ferramentas, que não poderíamos ter sem a existência da cultura: movimentos artísticos, boa culinária, literatura, citando apenas algumas. A solução, ao invés, é ser cauteloso em relação à cultura e à tradição: nunca aceitá-las como dadas, mas sim, escolher o que é certo para você no momento e rejeitar o resto. Mantenha uma noção clara de como seu comportamento, atitudes e idéias são formadas pela cultura ou culturas em sua volta. Talvez você aprecie a abordagem mais descontraída e romântica para a vida que faz parte da cultura Espanhola, mas acha a atitude em relação as mulheres desprezível. Ou talvez você aprecie a música entusiasmada e a crítica social da "cultura" punk, mas acha que o jeito de dançar e os engraçados estilos de roupa não te atraem. Pegue o que te agrada e deixe o resto — assim não haverá nenhum perigo de você ser levado para fora do rumo por nada. Citando Robin Hood: "O supermercado de idéias, como qualquer supermercado, serve apenas para saquear."

Hoje, quando os Estados Unidos, considerando sua influência mundial devido ao poder econômico, avança sobre as outras culturas e as substitui pela americana, há muitos grupos que se opõem raivosamente. Eles demandam a liberdade para manter a "própria" cultura e lutam para protegê-la face a invasão dos outros. Fazendo isso, eles estão lutando pelo direto de serem reprimidos pelas suas próprias tradições e costumes; quando, de fato, eles deveriam lutar pelo direito de serem reprimidos por nenhuma tradição ou costume, pelo direito de inventar novos maneiras de viver e pensar de acordo com suas próprias necessidades e desejos, e somente pegar idéias e costumes de qualquer cultura quando estas idéias e costumes acabem sendo certas para eles. A cultura tem a capacidade de ocupar um papel positivo e útil em nossas vidas, mas primeiro, devemos escapar de suas tiranias sobre nós, a qual nos permitimos com a aceitação cega de suas restrições.

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