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Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico
Hakim Bey


A justiça não pode ser obtida sob nenhuma Lei que seja – uma ação que está de acordo com a natureza espontânea, uma ação justa, não pode ser definida por dogmas. Os crimes defendidos nestes panfletos não podem ser cometidos contra o “si mesmo” ou o “outro”, mas apenas contra a mordaz cristalização de Idéias em estruturas de Tronos e Dominações venenosas.


Ou seja, não crimes contra a natureza ou contra a humanidade, mas contra a ordem legal. Mais cedo ou mais tarde, o descobrimento e a revelação de ser/natureza transformam uma pessoa num bandoleiro – como se ela visitasse outros mundos e, ao retornar, descobrisse que foi declarada traidora, herege, um ser exilado.


A Lei espera até que você tropece num modo de ser, uma alma diferente do padrão de “carne apropriada para consumo” aprovado pelo Sistema de Inspeção Federal – e, assim que você começa a agir de acordo com a natureza, a Lei o garroteia e o estrangula – portanto, não dê uma de mártir abençoado e liberal da classe média – aceite o fato de que você é um criminoso e esteja preparado para agir como tal.


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Paradoxo: adotar o Caos não é escorregar para a entropia, mas emergir para uma energia semelhante à das estrelas, um espécime de graça instantânea – uma organização orgânica espontânea completamente diferente das pirâmides sociais putrefatas dos sultão, muftis, cádis e carrascos.


Depois do Caos, vem o Eros – o princípio da ordem implícito no vazio do Uno inqualificável. O amor é estrutura, sistema, o único código não contaminado pela escravidão e pelo sono drogado. Precisamos nos tornar vigaristas e persuasivos para proteger sua beleza espiritual num bisel de clandestinidade, num secreto jardim de espionagem.


Não apenas sobreviva, enquanto espera que a revolução de alguém ilumine as suas idéias, não se aliste no exército da anorexia ou bulimia – a ja como se já fosse livre, calcule as probabilidades, pule fora, lembre-se das regras de duelo – Fume Maconha/Coma Galinha/Tome Chá. Todo homem tem sua própria vinha e sua figueira (Circle Seven Koran, Noble Drew Ali[1]) – carregue seu passaporte mouro com orgulho, não fique parado no meio do fogo cruzado, proteja-se – mas arrisque-se, dance antes que fique calcificado.


O modelo social natural para o anarquismo ontológico é uma gangue de crianças ou um bando de ladrões de banco. O dinheiro é uma mentira – esta aventura deve ser possível sem ele – o resultado das pilhagens e saques deve ser gasto antes que se torne pó novamente. Ho je é o Dia da Ressurreição – o dinheiro gasto com a beleza será alquimicamente transformado num elixir. Como o meu tio Melvin dizia, melancias roubadas são mais doces.


O mundo já foi recriado segundo o desejo do coração – mas a civilização é dona de todas as locações e da maioria das armas. Nossos anjos ferozes exigem que invadamos a propriedade alheia, porque se manifestam apenas em solo proibido. O Ladrão de Estrada. A ioga da clandestinidade, o assalto relâmpago, o desfrute do tesouro.


Referências

  1. Líder religioso norte–americano, fundador do Templo da Ciência Islâmica em 1913, em Chicago. (N.T)


Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico
Pornografia Crime Feitiçaria

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