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Considerações Sobre O Kanibaru Sinema: Systema Para Atores (Souza)

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Não possuir condições de contratar atores profissionais, aqueles chatos-egocêntricos-cheirando-a-sabonete-de-rosas, não é desculpa para conseguir um bom nível de interpretação em suas obras kanibarusinematizadas. Utilize-se do KSS: Kanibaru Sinema Systema, que formou amadores-famosos e talentosos como E. B. Toniolli, Loures Jahnke, C. B. Rot, Jorge Timm, Viola, Onésia Liotto, Airton Bratz, Elio Copini, Ivan Pohl, Denise V., Marcírio Albuquerque, Nelson Reinheimer, Schütz, Kika, D. G., entre dezenas de outros.

1 A) Não existe ator ou atriz ruim. Existe sim, pessoas escaladas em papéis errados. Vá testando seus amigos, parentes ou vizinhos (Freaks) nos mais diversos tipos de papéis (mas faça isso já rodando algum vídeo, para não desperdiçar tempo e fita virgem), os que se destacarem nos quesitos: Conseguir fazer diálogos; Conseguir fazer mais de uma expressão facial diferente; Ter algum talento físico (saber lutar, correr, cair, etc); Ter algum atributo físico (peitões moles, bunda disforme, órgão sexual avantajado, etc); Disposição para cenas de aberrações (sem efeitos especiais), como comer ratos, contracenar com animais perigosos ou escrotos, banhar-se em excrementos, etc. Serão escalados para os papéis principais, os outros serão figurantes até aprenderem, por si mesmos, como aparecer.

1 B) Escale seu elenco já aproveitando os tipos determinados que estão ao seu redor: O gordo brincalhão, o baixinho invocado, a menina sexy, o amigo trapalhão, a amiga alucinada, etc ...

1 C) Bebida a vontade pode ser um bom método de se conseguir atuações mais expontâneas. Evite drogas, a não ser que estritamente necessário ou esta seja a temática de sua obra.

1 D) Procure fazer seus atores sentirem um pouco o que seus personagens devem expressar. Se necessitar de uma personagem irritada, incomode bastante a sua atriz; água suja com sabão na boca é bom para induzir ao vômito e conseguir uma expressão mais intensa de alguém com uma tendência mais dispersa. Sono, frio e desconforto físico também são ótimos aliados. Programe uma festa no dia das gravações, faça seu elenco beber e se divertir um pouco e depois atravesse a noite trabalhando, aqueles que sobreviverem até a manhã seguinte estarão dentro do método kanibaru.

1 E) Nunca despreze as sugestões e desejos bizarros de seu elenco freak. Se um dos atores, apesar de sua aparência máscula, diz que quer um personagem feminino, aproveite para coloca-lo no lugar daquela atrizinha que fica irritante quando com TPM. Se aquele outro, notadamente sem destreza física, bolar alguma cena tipo "vou pular por dentro de um círculo de fogo totalmente nú", arme-se de alguns cuidados para evitar uma tragédia (e um processo) maior e ... Filme!!!

1 F) Se um dos seus atores-amadores mais veteranos começar a se destacar muito e tiver problema com o ego e começar a imitar os nojentinhos profissionais, não o poupe; despreze-o! Coloque-o em papéis menores, sem uma linha de diálogo, ou apenas chame-o para segurar alguma iluminação secundária. No meio anarco-etílico-artístico-ateísta não existe lugar para egos inflamados (fora o seu, diretor/realizador, é claro...).

1 G) E mais ... Se mesmo assim, você estiver a milhares de kilômetros de algum ser vivo interessante (leia-se filmável) ou por alguma outra insana razâo, não houverem atores e/ou atrizes a disposição... Isto não é desculpa para não realizar sua obra-prima vagaba. Ora! Faça vídeo-poesia, ou documentários[1]... Faça! Faça! Faça!!!

Referências

  1. A realização de filmes sem ajuda de ninguém é uma arte, por exemplo, Guy Debord fez um "Longa Composto Exclusivamente de Fotogramas Rejeitados Por Outros Diretores"; George Landow fez "Are Era" (1962), em 8 mm, mostrando simplesmente closes de fotogramas instantâneos de um comentador de televisão se alvoroçando em alta velocidade; Larry Jordan fez "Minerva Looks Out Into The Zodiac" (1960), uma longa tomada panorâmica em torno de uma série de paisagens surrealistas e "The Forty And One Nights" (1963) com colagens manipuladas no estilo de um mutoscópio; Ed Emshwiller realizou "Dance Chromatic" (1959) com pinturas abstratas animadas superpostas a uma jovem dançando; Carmen D'Avino, incapaz de trabalhar em outras produções, realizou "A Trip" (1960) onde atirou antigos filmes expostos dentro de uma banheira, junto de tintas de cor e conhaque, arranhou, estampou e lixou a película, pintando as cores diretamente na película; Tony Conrad fez "The Flicker", um filme feito de quadros de branco puro e preto puro alternados em freqüências diferentes, o que provoca em cada 50 mil pessoas um ataque epilético; Robert Breer, após algumas animações com lagostas, fez "Images By Images I" (1954) em que fotografou 240 fotogramas simples não relacionados, produzindo um filme de 10 segundos que provavelmente foi o primeiro a faltar totalmente a continuidade; Andy Warhol realizou o famoso "Sleep" (1963), que apresentava um homem dormindo durante seis horas. Aqui no Brasil temos algumas experiências de cineastas que trabalham sem atores, como Luiz Rosemberg Filho e seu vídeo-colagem "Desobediência" (1991); alguns vídeos da produtora experimentalista Brocólis VHS; a coletânea de curtas minimalistas "Experimentalismo" de Anderson Dino; o longa em vídeo rodado completamente como um exercício intimista de câmera subjetiva chamado "Nel Mezzo Del Cammin Di Nostra Vita Mi Ritrovai Per Una Selva Oscura" (2001) de Fabrizio Barberini; A colagem experimental "Corpo e Espiritualidade" (1999) de Ulisses T. Granados; ou ainda vários filmes produzidos sem atores pela Canibal Filmes e Caos Filmes, como "Homenagem" (1998) de Carli Bortolanza; "Freak Circus", "Worm Universe", "Zombi X", "Inquilino" e "Creation" (todos de 2001) feitos por Cesar Souza quando se mudou para Fortaleza/CE e algumas experiências com cores que realizei em parceria com Cesar Souza e rendeu curtas como "Ácido" (1997), "PVC" (1999) e "Pornô" (1999), este último em super oito arranhado e pintado diretamente sobre a película. Para quem se interessa em saber mais sobre filmes experimentais realizados sem atores e/ou equipe-técnica, minha sugestão é procurar o livro "Underground" de Sheldon Renan, lançado no Brasil pela Editora Lidador.


Manifesto Canibal
Kanibaru Sinema Ou Métodos Para Fazer Filmes Sem Dinheiro (Baiestorf) Considerações Sobre O Kanibaru Sinema: Systema Para Atores (Souza) Como Realizar Atos De Desobediência E Subversão Em Mostras De Cinema Oficiais (Baiestorf)



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