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Comida Não Bombas

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Receitas Para o Desastre
CrimethInc


Assim como o CrimethInc., "Comida-Não-Bombas" é algo entre uma estratégia e uma organização: a idéia básica é que as pessoas se reúnam em público com certa regularidade para cozinhar e compartilhar comida, de graça. O conceito por trás do Comida-Não-Bombas é tão simples que você pode começar um sozinho mesmo sem nunca ter visto um na vida; se não há um Comida-Não-Bombas na sua cidade, é hora de começar um. Comida-Não-Bombas não apenas alimenta pessoas e redistribui recursos ― é um dos modos mais comuns e eficientes para as pessoas sentirem o primeiro gostinho da ação e política anarquista. Você não pode olhar por muito tempo para todos esses montes de comida desperdiçada e todas aquelas pessoas que adorariam uma refeição de graça sem começar a questionar os princípios básicos de uma sociedade que valoriza o consumo irresponsável mais do que o bom senso. Comida-Não-Bombas é uma porta de entrada para o ativismo.


IngredientesEditar

Eis aqui umas poucas coisas que você precisa para começar um Comida-Não-Bombas.

  • Compreender e concordar com os três princípios do Comida-Não-Bombas
  • Um local e um horário para cozinhar
  • Um local e um horário para servir
  • Um grupo fixo de voluntários
  • Transporte
  • Um conjunto básico de panelas grandes
  • Potes para servir a comida
  • Utensílios
  • Alguns ingredientes para o preparo e tempero
  • Comida


E eis aqui algumas coisas que você não precisa para começar um Comida-Não-Bombas.

  • Grandes habilidades culinárias
  • Dinheiro (pelo menos não muito)
  • Permissão


InstruçõesEditar

Primeiro é preciso compreender e concordar com os três princípios do Comida-Não-Bombas. Embora não haja um escritório central ou uma diretoria do Comida-Não-Bombas, todo os grupos aderem a três princípios básicos ― Consenso, Não-Violência e Vegetarianismo. Consenso éE outra forma de dizer que a organização não deve ser hierárquica, o que por sua vez é uma forma de dizer anarquismo. Comida-Não-Bombas não é uma caridade onde "nós" damos comida para "eles"; como uma organização anarquista, parte do seu propósito é fornecer às pessoas meios para fazer mudanças em suas próprias vxidas, e romper as barreiras de classe, raça, gênero, idade, etnia e todas outras fronteiras artificiais que mantêm as pessoas separadas umas das outras. É uma oportunidade para as pessoas decidirem por si mesmas o quanto querem se envolver; a força do Comida-Não-Bombas vem das pessoas que o usam, dentro da idéia de consenso de grupo.


Você pode abordar qualquer restaurante ou supermercado, apresentando-se como representante de uma organização de caridade, e pedir para ter acesso às suas sobras. Tente duas vezes em casa estabelecimento, uma vez com a gerência e outra com os funcionários.


Comida-Não-Bombas é um protesto prático onde se põe a mão na massa contra a violência da pobreza e da fome. Um estômago vazio é tão doloroso quanto um soco no estômago; fome crônica é tão nociva, tanto fisicamente quanto psicologicamente, quanto qualquer forma de tortura. Pobreza e fome encurtam a vida, levam as pessoas ao vício, corroem o orgulho e a auto-confiança. Em algumas partes do mundo ― notavelmente em São Francisco, onde milhares de pessoas foram presas na última década pelo simples ato de servir comida no Parque de Golden Gate ― Comida-Não-Bombas encontra violência e repressão. A típica ração do Comida-Não-Bombas é simplesmente seguir servindo, com uma reserva de comida se necessário. Comida-Não-Bombas é baseado na ação direta, não na coerção; quando se depara com coerção, ele parte para a ação.


As refeições do Comida-Não-Bombas são sempre vegetarianas e freqüentemente veganas. Existem diversas razões para isto. A produção de carne é um processo inerentemente violento e portanto vai de contra a filosofia do Comida-Não-Bombas de não-violência; refeições vegetarianas como as preparadas pelo Comida-Não-Bombas são mais saudáveis que refeições baseadas em carne, e servem como um exemplo prático de que a carne não é ingrediente essencial; refeições vegetarianas são mais baratas que as centradas em carne, então os recursos podem durar mais; e refeições preparadas sem produtos de origem animal são mais seguras e têm menor chance de estragar.


Se você concordar com estes princípios você está pronto para iniciar o seu próprio Comida-Não-Bombas. O que mais você precisa?


Descubra quais árvores e arbustos na suas cidade produzem coisas comestíveis, para que você possa se banquetear com os seus frutos. Troque esta informação com outras pessoas, distribua mapas se for necessário ― certifique-se que uma única pitanga ou abacate não será desperdiçada.


Um local e horário para cozinhar. As refeições do Comida-Não-Bombas são preparadas em todos os tipos de cozinhas, de casas punk a igrejas e centros comunitários até fogões portáteis. Um cozinha pública em uma igreja ou num centro comunitário é o ideal se houver uma disponivel, não apenas porque provavelmente já está equipada com as panelas e formas industriais que você precisará para cozinhar em grandes quantidades, mas porque uma maior variedade de pessoas pode se sentir confortável cozinhando em um território neutro do que se sentiriam na casa de alguém. Seja qual for o lugar em que você for cozinhar, é importante que o lugar tenha uma certa permanência (e, se for em uma casa, que todos os moradores concordem em deixar o Comida-Não-Bombas usar a cozinha); tente encontrar um local acessível para deficientes. Planeje o mínimo de uma hora e meia para cozinhar.


Um local e horário para servir. Pode ser preciso um pouco de experiência até você encontrar o local e o horário mais adequados. Comece descobrindo quando e onde outros grupos servem refeições na sua comunidade para que você não duplique esforços ― uma forma de fazer isso é ir comer em um sopão e simplesmente pergunte às pessoas pessoas que estão comendo lá onde mais elas comem e se elas têm alguma sugestão sobre quando e onde você pode servir. Na maioria das comunidades, o Comida-Não-Bombas serve ao ar livre e em locais de alta visibilidade ― tanto para ser fácil de as pessoas encontrarem a comida, e para fazer a observação inevitável de que existe fome na sua cidade e que as pessoas podem ser alimentadas. Além de servir comida de forma regular e consistente, os grupos de Comida-Não-Bombas freqüentemente se dispõem a servir comida em conferências, manifestações e noutros eventos especiais.


Um grupo fixo de voluntários. É preciso um número surpreendentemente pequeno de pessoas para criar um grupo de Comida-Não-Bombas ativo e auto-sustentável, mas pode ser preciso um pouco de paciência para conseguir a mistura certa de voluntários. Espalhe panfletos, fale com as pessoas, fale em shows e eventos, arraste os seus amigos para começar, mas continue trabalhando para tornar o seu grupo tão diverso e comprometido quanto for possível. Isto é muito importante como primeiro passo, pois é natural que qualquer grupo de voluntários se reduza a um pequeno grupo de sempre as mesmas pessoas que comparecem toda a semana; se essas pessoas sumirem ou desenvolverem problemas de convivência toda organização pode cair por terra rapidamente. Em comunidades onde existem várias ações de Comida-Não-Bombas, os voluntários freqüentemente se arranjam em times no estilo dos grupos de afinidade com gostos e personalidades similares. Está tudo bem contanto que todos os grupos interessados estejam representados de alguma forma; algumas pessoas podem não ter os meios ou a experiência para formar seu próprio grupo. Uma das coisas mais legais que pode acontecer é quando as pessoas que comem e as pessoas que servem começam a se misturar. Eu dizia a uma mulher recentemente que haviam vários homens sem-teto entre os nossos voluntários. "Isso é bom", ela disse. "Significa mais para eles se eles tiverem que trabalhar para isso." Esta frase simplesmente não faz sentido no contexto do Comida-Não-Bombas: não existem "eles" ― e cozinhar é divertido demais para ser considerado trabalho. É legal, entretanto, fazer do Comida-Não-Bombas um lugar acolhedor para as pessoas que freqüentemente são levadas a pensar que não têm nada com que contribuir ― nunca esqueça de ser acessível, e lembre-se sempre de que uma porta aberta não é o suficiente. Algumas pessoas ― não apenas sem-teto, mas pessoas mais velhas, mais jovens, de classe média, a sua mãe ― podem precisar de um encorajamento extra para se sentirem realmente bem-vindos na cozinha.


Você pode compilar um calendário mensal dos eventos que incluem comida de graça (como aberturas de exposições, extravagâncias da prefeitura) e dar para pessoas famintas.


Você pode iniciar uma cooperativa de alimentos com os seus amigos e vizinhos ― encomendar comida em atacado vai ser muito econômico para todos.


Transporte. Transporte é um ingrediente óbvio ― você precisará de pelo menos um carro ou bicicleta para pegar a comida e talvez levá-la até o local onde você serve. Mantenha isso em mente enquanto recruta voluntários, e certifique-se de ter motoristas reserva.


Um conjunto básico de panelas grandes, alguns ingredientes para o preparo e tempero, potes para servir a comida e utensílios. Se a cozinha que você usa não possui panelas grandes, você precisará de algumas. O equipamento básico para começar a cozinhar geralmente contém uma panela grande de sopa, uma grande frigideira, algumas assadeiras (formas descartáveis de alumínio podem ser reusadas por algum tempo), colheres grandes para mexer e servir e facas afiadas. Você pode procurar em briques e lojas de 1,99, pessoas vendendo coisas usadas e lixeiras atrás de equipamento de cozinha, mas não deixe de olhar em lojas para restaurantes que às vezes têm uma sala de trás onde vendem equipamento danificado e de segunda mão mais baratos.


Você pode dar comida grátis e ao mesmo tempo estender a mão ou provocar ao fazer e distribuir biscoitos da sorte. Escreva a sorte de acordo com a situação e o tipo de pessoas que forem receber os biscoitos, e se você não puder descobrir como fazer verdadeiros biscoitos da sorte, apenas coloque os bilhetes com a sorte em pequenos sacos junto com algum doce.


Ingredientes para o preparo e tempero incluem o sal, a pimenta, temperos, vinagre e óleo (azeite de oliva se você conseguir ― azeite de oliva deixa quase qualquer coisa com um gosto melhor e você pode fazer ele render mais misturando-o com algum outro óleo mais barato, só tenha o cuidado de não usar um óleo transgênico). Potes para servir a comida podem ser qualquer coisa desde pratos e tijelas até embalagens de tofu de plástico reciclado; peça por doações e você se surpreenderá com quantas pessoas têm pratos e panelas para dar.


Comida. Acredite em mim, a comida está lá fora. Comece perguntando na feira de produtores do seu bairro, se tiver uma, para guardarem os seus vegetais passados e manchados e outros produtos vencidos para vocês. Passe em padarias no horário de fechamento e peça o pão que eles irão jogar fora (por alguma razão, padarias costumam assar mais pães do que conseguem vender; na minha cidade eles costumam colocar os sacos com sobra na porta de trás ao invés de jogar na lixeira, com esperança de que alguém faça uso). Uma churrascaria local nos dá as sobras das suas batatas assadas no fim da noite, além da sua alface e de seus tomates já preparados ― fale com restaurantes e bufês sobre o que eles estão dispostos a doar. Se você precisar de mais comida, vá investigar as lixeiras: nós temos uma data fixa nas quartas à noite para vasculhar lixeiras de três mercados para ver o que podemos encontrar, que nos fornece não apenas comida suficiente para alimentar de 30 a 40 pessoas no dia seguinte, mas também para disponibilizar alimentos para as pessoas levarem para casa. Se você resgata comida do lixo, entretanto, verifique se você não está depenando as lixeiras das quais outras pessoas dependem ― nós pegamos das lixeiras de um bairro nobre onde não estamos competindo com ninguém.


Você pode criar jardins comunitários, com lotes abertos para as pessoas cultivarem sua própria comida, ou programas de voluntariado para eles participarem e compartilharem a colheita. Muitas pessoas têm jardins que deixam abandonados, e sempre há os terrenos baldios...


O Que Você Não PrecisaEditar

Grandes habilidades culinárias, Ajuda ter pelo menos um voluntário com alguma experiência de cozinha, mas cozinhar realmente não é tão difícil.


Dinheiro. A maior parte da sua comida virá até você de graça ― isso faz parte do que você quer mostrar. Você pode, entretanto, precisar de algum dinheiro para começar para as panelas e outros equipamentos, e você precisará gastar dinheiro eventualmente para comprar óleo, arroz, etc. Não recuse doações ― você pode colocar uma caixinha para elas (nós preferimos não fazer isso quando servimos comida porque não queremos que ninguém se sinta mal por não fazer uma doação, mas colocamos uma em eventos especiais). Outras formas de levantar dinheiro incluem shows beneficentes, brechós e briques de items resgatados do lixo e vender patches e outras coisas. Não deixe a falta de dinheiro impedir que você inicie um grupo ― pode funcionar bem melhor do que você imagina.


Você pode cozinhar comida no motor de um carro enquanto dirige ― apenas enrole-a em papel alumínio e aloje-a com segurança perto do coletor de escape.


Permissão. A única permissão que você precisa é o consenso do grupo ― você não precisa da aprovação de um escritório central ou de qualquer pessoas para começar. Algumas pessoas se preocupam sobre a responsabilidade legal de dar comida de graça; você pode explicar-lhes que as sua iniciativa é assegurada pela lei alimentar Bill Emerson do Bom Samaritano (lei aplicada nos E.U.A.), uma lei federal que protege as pessoas que oferecem comida de graça de eventuais processos. Se você acha que você precisa de uma permissão da sua cidade para servir comida em parques ou em outros locais, vá atrás, mas a maioria dos grupos não se incomoda ― de fato, uma das mensagens implícitas do Comida-Não-Bombas é que ninguém deve perdir permissão para servir comida para quem quer ou precisa.


Receitas GenéricasEditar

Praticamente qualquer coisa pode virar uma sopa. Frite cebola e alho no óleo, adicione água (o suficiente para encher três quartos da sua panela), coloque alguns vegetais picado, deixe ferver e deixe cozinhando em fogo baixo. Adicione temperos, ervas e sal a gosto. Para uma sopa mais grossa, adicione um punhado de arroz, um pouco de massa, lentilhas ou batata em cubos. Leva mais ou menos quarenta e cinco minutos.


Refogados são mais ou menos como a sopa, mas sem a água. Siga as instruções acima, usando uma grande frigideira em vez de uma panela. Sirva com arroz ou outros grãos. Leva mais ou menos quarenta e cinco minutos.


Você pode assar biscoitos ou bolos e levá-los em nome do movimento anarquista para bibliotecários mal pagos, coletores de impostos que não cobram dos pobres, e qualquer pessoa que mereça reconhecimento.


Corte qualquer tipo de verdura que não seja alface, usando todas as partes menos os talos muito fibrosos, e coloque-as numa frigideira ou numa panela para evitar que grude. Adicione um pouco d'água ― as verduras soltarão sua própria água durante o cozimento. Adicione um pouco de vinagre a gosto e tempere com sal, pimenta e noz moscada, se você tiver. Encha a panela o máximo que você puder e continue remexendo as verduras enquanto cozinham ― elas encolherão muito. Continue colocando verdura, e mexendo ocasionalmente. Desligue o fogo antes das folhas ficarem completamente moles e sem cor e cubra a panela até a hora de servir. Leva mais ou menos meia hora.


Corte batatas (dá pra usar tanto batata-doce quanto batatas comuns) em cubos; não precisa descascá-las a menos que a casca esteja muito suja, mas lave-as antes se você vai cozinhar com casca. Coloque as batatas em água fervente com sal (deixe a água ferver antes de adicionar o sal ― água salgada leva mais tempo para ferver) e cozinhe até que estejam macias quando você fincar uma faca. Escorra a água e esmague as batatas. Adicione um pouco de óleo ou margarina vegetal; leite de soja ou um pouco de água do cozimento de legumes ou da própria batata ― só não use água de cozimento das verduras, é muito amarga para um purê de batatas. Adicione sal e pimenta a gosto; salsa e alho também fica bom. Leva mais ou menos trinta minutos, ou mais se forem muitas batatas.


RelatoEditar

Um guri viajante estava na cidade há algumas semanas, vindo ao Comida-Não-Bombas toda quinta-feira para cozinhar e comer. Ele escrevia poesia; ele participava de um concurso de poesia na sua cidade natal e tinha até ganho alguns prêmios. Ele estava surpreso que não haviam concursos de poesia na nossa cidade. Nós conversamos sobre o assunto na cozinha enquanto cozinhávamos, e alguém disse: "Por que não fazemos um concurso de poesia do Comida-Não-Bombas aqui?" Marcamos para que fosse dali há duas semanas e falamos do plano para todos que vieram; o viajante fez panfletos e nas próximas duas semanas nós os penduramos e distribuímos.


Quando o dia chegou, parecia que o concurso não ia acontecer ― era uma tarde ensolarada, e as pessoas pareciam contentes em apenas ficar por ali nos gramados do lado de fora da igreja onde nós servimos. As duas mesas montadas perto dos degraus da igreja estavam cheias de pratos com refogado, batatas, salada, pão e pastéizinhos; as pessoas enchiam seus copos com água gelada da grande térmica laranja. Finalmente, uma das voluntárias que tinha vindo cozinhar disse "Bem..." e então saiu para a calçada e se virou de frente para o grupo. De repente o gramado não era apenas um gramado: era um pequeno anfiteatro e a calçada era o palco. Ela abriu seu caderninho de bolso e leu alguns de seus poemas. Todos vibraram. Então outro voluntário se levantou e recitou um poema que sabia de cor. Todos vibraram novamente. Então um homem que tinha vindo para comer se levantou, limpou sua garganta e leu um poema que havia escrito para uma mulher por quem ele havia estado apaixonado. Depois que ele foi aplaudido, outro homem ― alguém que nunca tinha vindo ao Comida-Não-Bombas antes, que não tinha vindo esperando ouvir poesia ― se levantou e recitou um limerick*. Transeuntes paravam e escutavam. Pessoas que se encontravam todas as quintas-feiras há meses começaram a conversar entre si pela primeira vez. Os poemas se sucediam; a comilança continuava. As sombras do final da tarde se alongaram. Finalmente, tanto a comida quanto a poesia acabou; as pessoas dobraram seus pedaços surrados de papel, fecharam seus cadernos, e levaram os pratos sujos de volta para dentro da igreja.


Como concurso de poesia o nosso provavelmente não era grande coisa. Entretanto, como um momento onde as pessoas aproveitaram a oportunidade para surpreender a si mesmas e aos outros, foi maravilhoso. Comida-Não-Bombas não é um sopão; não é uma família; não é nem mesmo uma revolução. Mas quando funciona, quando dá o melhor de si, Comida-Não-Bombas é um lugar onde as pessoas podem dar o melhor de si para si mesmas e para os outros, onde sempre há espaço para a surpresa.


Você pode fazer plantações de guerrilha com ervas que crescem rápido e são indestrutíveis em parques públicos ou ao redor de prédios que ficam abandonados por algumas semanas, para dar uma mãozinha à natureza na revitalização de cidades e subúrbios.

  • ― N. do T. ― Poema humorístico de cinco versos.


Apêndice ― Carrinho de Sorvetes AnarquistaEditar

O Carrinho de Sorvetes Anarquista é perfeito para aqueles dias quentes de verão quando as pessoas estão sentadas na frente de casa ― o que infelizmente não acontece tanto nas grandes cidades; andando de bicicleta na rua, e brincando nos chafarizes e nos parques. Saia por aí dando sorvete de graça direto do seu carrinho de sorvetes feito em casa.


Ingredientes
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  • Um carrinho de compras decorado ou um reboque de bicicleta
  • Um ou dois grandes isopores
  • Gelo (gelo seco serve e é divertido de brincar)
  • Sorvete
  • Casquinhas
  • Cerejas
  • Cobertura de chocolate
  • Muitas pessoas ― andando de bicicleta, de skate, caminhando, fazendo malabarismos, caminhando em pernas-de-pau, usando roupas coloridas, contando piadas, entrevistando as pessoas, tirando fotos, filmando um documentário, ajudando a servir sorvete


Preparação


Sorvete: ter sorvete suficiente para distribuir é possível com cupons de marcas de sorvete corporativas. Dá pra escrever para essas companhias contando uma triste história sobre uma terrível experiência comendo sorvete, ou o que for preciso para conseguir cupons para potes de sorvete de graça, de preferência vegano feito de soja ou de arroz. E então com a ajuda de uma máquina de fotocópias... bem você conhece o resto ― e se você fizer direitinho, até os códigos de barra funcionam! Pegue todos os cupons de sorvete que você conseguir produzir e consiga todo o sorvete que puder nos dias antes de passear com o seu Carrinho de Sorvetes Anarquista.


Carrinho de sorvetes: O Carrinho de Sorvetes Anarquista pode ser feito com um carrinho de supermercado; uma alternativa é utilizar um carrinho acoplado à bicicleta, especialmente se você planeja percorrer grandes distâncias. Você quer chamar a atenção, então pendure coisas dos lados do carrinho, use cores vivas, e traga junto um aparelho de som com música que todos possam cantar juntos.


Execução


Cante, anda pelo meio da rua, conheça seus vizinhos e seja parte do seu bairro, dancem em todos os cruzamentos, faça com que a imprensa fique sabendo, filme e grave o som e faça sua própria cobertura jornalística, faça uma guerra de sorvete, brinque de pandorga, bata em panelas, pare no comércio local e dê presentes para os empregados, coma muito, muito sorvete!

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