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Aspectos Organizacionais

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Semeando zonas autônomas
Aspectos Organizacionais  |  Desafiando a criatividade

Não aceitamos qualquer tipo de estado e de "iniciativa privada". Mas isso não quer dizer que não sejamos um espaço coletivo (como o ESTADO se tornou sinônimo no mundo de hoje) e também não quer dizer que não exercemos atividades econômicas. Pelo contrário. Uma Z.A. deve zelar, acima de tudo, por um jogo político limpo, onde todos tenham voz, mas ninguém será responsável por esse zelo, ou seja, todos são. Uma Z.A. não deve aceitar a propriedade privada como estipulador de regras (e sequer as regras), mas isso não quer dizer que as pessoas não possam viver confortavelmente que não tenham privacidade na medida em que desejarem (isso é essencial para o grande jogo de imagens motoras contra o Sistema!). Por mais que a casa em que viva um cidadão da Z.A. seja coletiva, o espaço reservado a ele é pessoal, não no sentido de ser dele, mas no sentido desta pessoa possuir uma certa autonomia sobre espaço que ocupa. Assim, as "empresas", embora abolidas, só se tornam comunais, onde todos tiram proveito do labor de todos e onde não há mais "pessoas jurídicas", mas só pessoas físicas (redundância?) utilizando o conjunto produtivo, da forma que lhes couberem e quererem, afim de buscar seu sustento e a riqueza material da comunidade. O Estado, por sua vez, se pulveriza em todos. Não existe mais a profissionalização do estado. Não existe mais a representação alheia. Todos tem voz, DIRETAMENTE, e todos tem o direito de negarem que o coletivo tome decisões que lhe façam mal. A vida coletiva adquire um novo encantamento, onde o jogo político diário, a vida comunal e as discussões banais tomam sentido, se tornam relevantes e demonstram propósito próprio.


TamanhoEditar

(Variáveis de Espaço e População a serem apresentadas, não se deve deixar de lado a historicidade)Platão falava que a pólis perfeita, para preservar a "democracia", deveria ter "fatorial de 7" cidadãos, o que são, na prática, 5040 cidadãos. É claro que o conceito de cidadão para Platão era o pai de família, dono de terras, etc. Para nós, cidadãos são todos que possam ser minimamente esclarecidos (o que exclui, a princípio, somente crianças).

No entanto, pensar uma zona autônoma com 5040 habitantes é um pouco extravagante. Em outras palavras: é gente demais. Christiania, com menos de 1000 habitantes, já se encontra num processo de descentralização espacial das decisões, tendo que possuir vários espaços separados, como se fossem várias zonas autônomas numa só.

A princípio, então, devemos pensar uma zona autônoma com possibilidades de que caibam todas pessoas num mesmo espaço, o que significa na prática que mais de 200 habitantes tornaria inviável tal idéia. Com o tempo é possível que pessoas que tendem a praticar agricultura irão tomar a frente em decisões a respeito de agricultura, assim como pessoas que praticam obras, tenderão a tomar a frente em decisões sobre obras. Sendo assim, podemos imaginar que a longo prazo esse número de 200 habitantes possa aumentar consideravelmente sem prejuízos à horizontalidade, baseando-se num respeito mútuo dos habitantes onde cada um deixará a cargo do outro aquilo que o outro saiba melhor fazer.

No entanto, tal respeito poderia gerar uma espécie de tecnocracia incutida, tornando algumas decisões alheias ao processo político da comunidade. É claro que certas decisões como "que tipo de adubo utilizar" são muito mais econômicas e técnicas do que políticas e muitas vezes não precisam passar pelo crivo comunitário para se resolver, mas o importante é que mesmo tais decisões POSSAM passar pelo coletivo. Para tal, ferramentas virtuais são indispensáveis. Afinal, ninguém terá coragem de colocar em pauta numa reunião que conta com 200 pessoas e que já dura 4 horas que tipo de adubo utilizar. Mas talvez isso seja sim uma decisão política. Então, a saída é que pequenas decisões possam ser discutidas, sempre abertamente, a partir de meios virtuais (como um wiki? uma plataforma de gerenciamento de projetos?), tornando qualquer processo econômico, técnico, político ou social da comunidade aberto eternamente para contestação e criação de novos consensos.

Assim sendo, podemos afirmar que o sonho de platão tornaria-se plausível. As reuniões pessoais poderiam ser temáticas, onde quem não quer saber de como se planta algodão simplesmente não precise ir, e utilizando o suporte virtual, onde discussões mais bem tecidas poderiam se compor.

Assim, criando vários espaços reais para discussão e utilizando a internet como suporte, podemos afirmar que o limite de tamanho para uma zona autônoma é de 5040 habitantes, como Platão descreveu. Mais que isso gerará o problema básico de as pessoas começarem a não se conhecer e uma consequente perda de laços comunitários. Então, podemos afirmar que uma zona autônoma MADURA e que já está atuante há anos pode possuir até 5040 habitantes. Após isso, poderia-se admitir o crescimento vegetativo, mas não mais a imigração para dentro dessa Zona. Neste ponto, cria-se a necessidade de que a zona "patrocine" outras zonas, para que as idéias continuem, mas sem perda ao coletivo local.

Mas, para além da população, é bom analisar a questão do tamanho de terras. Obviamente uma propriedade com 10 hectares não pode possuir mais do que 100 habitantes, pois é certo que os habitantes quererão alguma agricultura e certamente alguma mata preservada. Além disso, há uma necessidade de termos terras para questões como o destino do lixo. O problema inicia quando pensamos na idéia de Platão: para termos 5040 habitantes, seria necessário algo em torno de 500 hectares, caso contrário formariamos uma cidade e não uma zona autônoma (hey! lembre-se que devemos evitar o isomorfismo, sob pena de acabarmos imitando a sociedade do lado de fora no resto também).

Para que se tenha uma noção mais clara do tamanho das terras, imagine que um hectare é do tamanho de uma quadra padrão da maioria das cidades (100m x 100m). Você pode argumentar que em muitas quadras das grandes cidades vivem muito mais de 100 habitantes, e é verdade. Para citar exemplos breves, existem quadras em Porto Alegre onde habitam cerca de 2500 pessoas. Mas são pombais, e você não quer formar uma nova comunidade para viver como num bairro suburbano de Porto Alegre, quer? Bom, então tentemos imaginar uma quadra de 100m por 100m somente com casas. Em um terreno médio de 33x20m, podemos dizer que temos 15 casas. Pois bem, 15 casas num quarteirão (hectare) urbano são cerca de 60 pessoas vivendo. Assim, podemos dizer que num hectare urbano vivem 60 pessoas horizontalmente.

Aumentemos o tamanho da área, pois se pensamos numa comunidade nova, não podemos pensar nos modelos de especulação imobiliária que demarcam esse tamanho de terras privadas em cidades. Assim, podemos afirmar que teríamos, no caso de uma comunidade sem matas, rios ou plantações, cerca de 30 pessoas por hectare e precisaríamos de 3,3 hectares para alojarmos dessa forma 100 pessoas. Bom, a partir daí podemos ter uma idéia de quanto de terra precisamos para formar essa comunidade. Se para cada hectare urbano queiramos 2 rurais (ou de matas, ou para o tratamento do lixo ou para rios e lagos), então necessitaremos de 10 hectares para essas 100 pessoas viverem bem.

Esse números obviamente não contam a agricultura como meio básico de sobrevivência. Normalmente as famílias sem-terra no Brasil precisam de pelo menos 15 hectares de cultivos para se sustentarem, o que supondo que sejam 6 os componentes de uma dessas famílias, nos faria crer que precisamos de PELO MENOS 2 hectares por habitante se quisermos viver com uma economia a base de agricultura. Para 100 pessoas, necessitaríamos de 250 hectares. Inviável. Então, tenha isso em mente: a agricultura não pode ser a base econômica da zona, sob pena de restrição de crescimento.

Crescimento versus Especulação Editar

Uma vez operante e forte, uma comunidade intencional terá um problema à vista: na medida em que mais pessoas aderem à zona autônoma e que outros nascem, é inevitável que o tamanho (em terras) tenha de ser expandido. O problema então consiste no seguinte aspecto: uma vez que a zona esteja operante, se tornará certamente o pequeno mercado local e atrairá os agricultores de regiões próximas para comercializar por ali alguma coisa. Isso os tornará mais lucrativos e uma vez mais lucrativos os seus interesses nas suas próprias terras aumentarão, diminuindo a possibilidade de quererem vendê-la. Mesmo que queiram, o preço certamente será bem maior do que quando se iniciou a zona autônoma, as vezes tornando o crescimento geográfico impraticável.

Assim, existem algumas possibilidades:

  • A primeira (e que independe da vontade dos que estão na zona a.) é que os agricultores da região queiram integrar a comunidade. Isso é a solução perfeita, mas pode ser pouco provável. A conscientização em torno da ZA pode torná-la um pólo de resistência e amparo para a comunidade a volta.
  • A segunda possibilidade é que a zona autônoma imagine seu crescimento de forma adiantada, comprando terras circundantes antes de necessitá-las. Mas isso requer muitos recursos justamente no primeiro momento da comunidade, que é o momento mais frágil. Comprar ou fazer uso de grande territórios facilitará ações espetaculares que mexeria com o imaginário, como o Obelisco negro, um grande Domo multifacetado e iridescente, ou até uma estátua da Deusa Protopia.
  • A terceira possibilidade, que é a menos provável certamente, é que os viventes da comunidade resolvam ocupar terras não ocupadas adjacentes, mas isso seria uma declaração de guerra ao estado incontornável. Essa ocupação poderia ser silenciosa, ou oculta, nem todos territórios são vigiados e espontaneamente mais pessoas conheceriam e se interessariam pela misteriosa ZA.
  • A quarta possibilidade, a mais catastrófica, é que nas adjacências comece a nascer uma pequena vila (não autônoma) e que com o tempo esta acabe por:
    • a) competir com a zona autônoma pela centralização do comércio e, (será que em contato com o conceito de ZA, eles não absoveriam o nosso ideário?)
    • b) inflacione monstruosamente o preço das terras. (se o projeto da ZA não se estabeleceu, a esvaziação repentina seria solução. Bey é contra a cristalização e a ZA é ZATemporária em sua essência, o nomadismo é saudável)
  • Ainda, como quinta possibilidade, é que a comunidade simplesmente não queira crescer e, ao invés disso, resolva investir recursos em novas zonas autônomas em outros locais, pela ampliação da rede e não da própria zona (na verdade todo projeto de ZA, teria que, mais cedo ou mais tarde, se ligar a rede e contribuir para o seu estabelecimento, pois a ZA não é um fim em si mesma).


Obviamente as alternativas possíveis acima podem ocorrer ao mesmo tempo e é claro que a decisão do que fazer passará pelo coletivo da zona, dadas as possibilidades e alternativas.

-- Por favor, as idéias acima são aleatórias e totalmente em construção. Altere, destrua e contribua. --

Consenso como MeioEditar

Consenmeeting
Nosso consenso não é exatamente uma posição política, mas, esperamos, trará um nível comum de entendimento e comunicação para o projeto. As pessoas envolvidas até o momento consideram fundamentalmente necessário a emancipação com relação a posturas nacionalistas, racistas, sexistas (incluindo homofobia, etc...) anti-semitas, anti-americanistas, capitalistas (significando a exploração da força de trabalho alheia), religiosas evangelizadoras (incluindo esoterismo). Considerados estes pontos buscaremos resolver todos os assuntos referentes ao espaço através do consenso, a serem discutidos na grande roda (assembléia geral) onde o princípio do diálogo (falar e principalmente o ouvir) será cultivado.

É importante perceber que pra que haja consenso, as pessoas precisam desde já aprenderem a saber que seus interesses são válidos, mas que os interesses da comunidade podem estar acima. Na nossa sociedade atual a cultura do voto majoritário (ditadura da maioria) foi instituida pois a a lógica reinante é a avareza. A lógica é "agarre tudo que puder e pegue pra si". Assim, ninguém jamais aceita que em alguns momentos pode perder migalhas para que outros ganhem muito. O consenso já parte do pressuposto que os integrantes não se determinem pela lógica avarenta e que, portanto, saibam o momento de colocar seus interesses e necessidades no segundo plano, frente a interesses e necessidades mais urgentes de outras pessoas.

Diga "Tchau, Pensamento Monolítico"Editar

Não planejamos formar ou defender posições políticas uniformes. Possuímos um certo entendimento sobre o que um grupo político é, e porque (e como) nós não pretendemos ser. A idéia central e que o objetivo desta forma de organização e mutualidade deve ser o mínimo denominador comum, mas interessa a todos (cada um a sua maneira) que coletivamente estão dispostos a defendê-la. Toda diversidade de pensamento é bem vinda desde que não constitua nenhuma forma de exploração, postura de segregação, estrutura hierárquica ou que entenda o coletivo como um grupo de pessoas que estão prontas pra se tornar alheias ao mundo. Tu pode defender a auto-sustentabilidade da comunidade, ou defender que devamos ter uma "balança comercial" adequada para que possamos comprar nossos subsídios de fora. Tu pode querer focar a comunidade na agricultura, ou pode tentar criar serviços, ou mesmo alguma indústria. Tu pode defender o escambo ou o uso de moeda social, ou ainda de moeda de um país. Tu pode defender o uso indiscriminado de drogas ou defender uma postura de cautela perante elas. O importante é que tu saiba que para tua idéia ter validade ela precisa ser consensual e que por mais esperto, inteligente ou carismático que tu seja, tu não vai ter poder algum sobre os outros, exceto o de vencer uma discussão.


Interesse Coletivo Editar

O princípio é simples: se um quer bolo, e o outro biscoitos, o objetivo é conseguir bolo E biscoitos. Isso significa: você pode (e deve) integrar todos os seus interesses neste projeto desde que eles não sejam conflitantes com o que está sendo discutido nos outros tópicos. Daí a necessidade de agrupar as pessoas por suas afinidades: os que gostam de bolo moram juntos em uma ZA ao norte, os que gostam de biscoito alguns kilometros ao sul em outra ZA. Eles agem juntos, mas vivem separados. P.M. na sua obra Bolo'Bolo, discute bem esses conceitos e não necessariamente isso seria um impedimento ou uma desagregação, a diversidade é uma dádiva e lutamos pela liberdade de ser diferente e crescemos com isso.

Comunicalidade Editar

Comunicalidade significa para nós a busca pela compreensão do outro e do que o outro nos traz, antes de censurá-lo ou mesmo criticá-lo. Todas as necessidades e todas as habilidades passam pela capacidade de poder expressá-las e entendê-las como tal. O que é necessário para o grupo é manter sempre vínculos de comunicação, na resolução de desentendimentos, bem como, de planejamento e organização com a finalidade de realizar todos objetivos possíveis.

Sinceridade é princípio básico. Se você quer biscoitos, não tente falar mal do bolo para que as pessoas tendam a gostar de biscoitos. Respeite e tente compreender a diversidade de opiniões. Você é livre para fazer o que quiser e a comunidade tem como princípio defender o que tu goste. "Política" aqui tem um novo significado: o de buscar juntos solucionar problemas de todos, sejam os quais forem.

A Arte de resolver conflitosEditar

Se as comunidades, em vez de aspirar, como têm feito até hoje, a ocupar vastos territórios e a satisfazer sua vaidade com idéias de império, contentassem-se com um distrito pequeno, com uma cláusula de confederação em caso de necessidade, todo indivíduo viveria sob o olhar público; e a desaprovação de seus vizinhos, uma espécie de coerção não derivada dos caprichos do homem, mas do sistema do universo, inevitavelmente o obrigaria a reformar-se ou a emigrar” - William Godwin


Nunca um fim em si mesmo Editar

Para os participantes a Z.A. não é um fim em si mesmo, mas sim um instrumento na busca de uma transformação socio-cultural em nível local e global. O Objetivo final não é estabelecer e manter a todo custo uma zona autônoma alheia ao mundo, mas sim, experimentar, viver na prática (no cotidiano), e também provar a viabilidade dos modos de vivência libertária. Poucas coisas podem ser mais subversivas do que servir de exemplo de que é não só possível como também muito viável viver fora desse sistema de exploração e dopping permanente.

A finalidade de uma Z.A. não é construir um mundo maravilhoso a todo custo dentro dela e esquecer tudo do lado de fora. Na verdade, pode ser mais interessante que uma Z.A. dure somente um mês, desde que seja uma vivência que ressoe naqueles que viveram aquilo. Não devemos pensar em termos de "fim da história" como os comunistas e os liberais costumam pensar, mas sim num processo de transformação. Aquilo que hoje colocamos aqui como a ZA que queremos pode fazer absolutamente nenhum sentido daqui a alguns anos, pois o processo de transformação constitui exatamente a finalidade, tanto interna quanto externa. Se hoje acreditamos poder ter um coletivo forte, amanhã podemos entender que o individualismo deve ser mais presente, ou mesmo que o ambientalismo deve ser posto acima, tanto faz. O importante é que se entenda que o primeiro erro de qualquer sociedade é a crença que se pode estabelecer um status quo. Se queremos uma nova sociedade e temos em mente utilizar a ZA como um passo pra isso, devemos ter em mente que essa nova sociedade deve se manter alheia a mentalidades como "mas sempre foi assim".

Ambiente e SocialidadeEditar

Uma ZA deve manter um ambiente feito para sociabilidade. Isso significa que parques e locais cobertos públicos devem ser priorizados. Afinal, o consenso e as discussões não nascem tão-somente de espaços ditos para isso, mas sim do convívio diário, do respeito mútuo, da alteridade. Tomar um chimarrão, dividir um cigarro, tomar uma cerveja ou um vinho são essenciais para uma estrutura coletiva. Caso contrário o raciocínio meramente funcional irá tomar conta da comunidade e, se está se fazendo uma ZA, é justamente para não viver sob o jugo do império da razão funcional. Além disso, devemos primar por um meio-ambiente em que as pessoas se sintam bem. Pouco importa que pra isso acontecer tenhamos que restringir o número de habitantes ou nos esforçar economicamente pra conseguir mais terras. O importante não é que a ZA se torne uma cidade, mas sim que se torne um ambiente em que as pessoas se sintam suficientemente bem para querer manter aquele local como sua morada.

Ocultismo e VisibilidadeEditar

Pensando na historicidade do projeto precisamos solucionar o problema do tempo de transição. O Estado e sua sociedade, aqueles que cotidianamente assinam o pacto dominação e trabalham para sua manutenção, provavelmente não verão com bons olhos um espaço libertário surgindo do outro lado da cerca. Alguns diriam "Ocultismo é a solução, não devemos deixar que saibam o que estamos fazendo, disfarcemos a coisa toda de acampamento de férias da Igreja IsNowBall (ou da Igreja Livrai-vos dos Senhores), assim não chamaremos atenção". Ok, essa pode realmente ser uma boa estratégia no contexto de estarmos num grupo pequeno, e sem muita infra. Mas... E no momento em que a coisa toda crescer? Será que essa máscara duraria tempo o suficiente? E... O que exatamente estaremos sacrificando nesse processo? Será que conseguiríamos expandir essa idéia de transformação social através do êxodo nessa situação de disfarce? E as pessoas que deixaríamos de conhecer? E as trocas que deixaríamos de fazer? E as imagens motoras que deixaríamos de gerar no sentido de fortalecer a luta pela libertação de outros espaços?

Por outro lado, teríamos a opção pela notoriedade: criar algo que impressionasse, um espetáculo anti-espetáculo, um tipo de Stonehenge, o obelisco de Hakim Bey, a cidade libertária de vidro de Germinal de la Sierra, um lugar que se tornasse uma referência para outros em outros lugares, como outros lugares e experiências se tornaram referências para nós. Certamente teríamos muito mais solidariedade também, sem falar da circulação de pessoas que também aumentaria. Com número grande o suficiente de pessoas provavelmente isso não seria tão cansativo, em um grupo pequeno, talvez fosse inviável. A notoriedade no entanto, certamente traz seus próprios problemas: talvez a mídia tente nos denegrir, destruir nossa imagem, talvez a vizinhança se torne mais e mais hostil. o estado certamente não ficará indiferente à idéia de um "povoado" que não deseja ser governado.

Talvez as estratégias de ocultismo e notoriedade tenham que ser pensadas conforme a ocasião, mas uma coisa é certa: uma vez mapeado pelo poder, dificilmente será possível dar um passo atrás. Por esse motivo a técnica ocultista talvez seja a melhor opção para o momento inicial. Talvez metas tenham que ser estabelecidas no trânsito entre o ocultismo e a visibilidade, como por exemplo - Quando formos em 200 ou 300 pessoas vivendo confortavelmente, ou ainda quando tivermos terminado a infra suficiente para fazer frente a possíveis ataques. Certamente caberá à assembléia discutir e decidir o momento certo de se fazer "aparecer" para o resto do mundo.

É importante também que, no momento que se apareça, o seja de uma forma forte. Pode-se criar um factóide que, a imprensa ainda desavisada, irá publicar achando que se trata de um assentamento de colonos ou de algum vilarejo que seus infelizes repórteres ainda não conheciam. Claro que tal factóide precisa ressoar bem: uma bela estátua ou um projeto de construção de uma obra esquecida de Niemeyer (que por motivos bizarros a imprensa tanto admira). Talvez o boato de que a comunidade construirá uma torre eiffel três vezes maior do que a original chame a atenção de todo mundo e em especial dos brasileiros, que tem como ponto de referência todo tipo de lixo vindo da europa. Depois de criado o factóide, se pode desmentir ele, dizendo que se trata de alguma obra libertária (talvez estátuas lado a lado com o rosto de todos os grande filhos da puta vivos). A partir daí, a luta virá.

Economia solidáriaEditar

Possivelmente, uma vez notório, se necessite manter a comunidade numa espécie de legalização, ao ponto de que não se possa utilizar argumentos na imprensa contra nós. Por exemplo: plantar maconha poderia ser o argumento triunfal da imprensa ou do poder pra desmantelar uma comunidade de "traficantes".

Estamos desenvolvendo um sistema de escambo baseado na web que poderá ser utilizado em breve de forma a criar um meio de troca de bens e serviços na ZA sem depender da moeda corrente "oficial". Ele está sendo desenvolvido com tecnologia Open Source e poderá ser continuamente aprimorado conforme as necessidades da coletividade.


Textos

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